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Brasília - A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou hoje (2)
o parecer final sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para
2009. A votação, porém, ainda não foi concluída na comissão, que
terá de apreciar 161 destaques, apresentados principalmente por
senadores e deputados que não tiveram suas emendas contempladas pela
relatora, senadora Serys Slhessarenko (PT-MT).
De acordo com o presidente da CMO, deputado Mendes Ribeiro
Filho (PMDB-RS), a apreciação dos destaques deverá ocorrer ainda hoje, após as
sessões da Câmara e do Senado, ou no mais tardar amanhã (3). Ele acredita
que a votação será rápida porque vários destaques foram contemplados
hoje, pela senadora, em uma errata ao relatório.
Antes da votação houve um acordo entre líderes
partidários e membros da CMO para que os destaques pudessem ser
apresentados na fase de plenário com o objetivo de finalizar a votação
da LDO ainda hoje na comissão. No entanto, parlamentares que não
tiveram emendas contempladas não respeitaram o acordo, mesmo com o
acréscimo de uma errata, feito pela senadora, ao seu relatório.
O relatório propõe, entre vários pontos, que
investimentos do Orçamento Fiscal e da Seguridade não poderão ser
executados caso o Orçamento de 2009 não seja aprovado no prazo, ou
seja, até 2 de dezembro deste ano. Nesse caso, fica estabelecido o
limite de execução de 1/12 por mês, do total previsto para as áreas.
Na errata, a senadora acrescentou as empresas
estatais como áreas que poderão executar o limite, caso o orçamento não
seja votado. Já os investimentos do Plano de Aceleração do Crescimento
(PAC) ficaram de fora, ou seja: se o Orçamento 2009 não for votado no
prazo, o PAC será prejudicado, pois só poderá executar obras com restos
a pagar.
O relatório prevê ainda que, mesmo que a lei
orçamentária do ano que vem não seja sancionada até o fim deste ano, o
governo poderá executar, sem limite, despesas constitucionais legais da
União, bolsas de estudo do CNPq e Capes, programa de educação tutorial,
pagamento de estagiários e contratações temporárias por excepcional
interesse público, ações de prevenção, preparação e resposta a
desastres, a cargo da Defesa Civil, entre outros.
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