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Brasília - Um pedido de vista
coletivo adiou para a próxima semana a votação,
na Comissão de Constituição e Justiça do
Senado, do projeto que proíbe candidatos com condenações
em primeira instância de concorrerem à eleições.
Numa reunião de
quórum baixo, os senadores Antônio Carlos Valadares
(PSB-SE) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) pediram vista coletiva. A
proposta voltará a ser analisada em sessão
extraordinária na próxima terça-feira (8).
“Não aceito
pressão para votar. Tenho mais de 40 anos de vida política.
Acho que temos de fazer ponderação diante da
importância da matéria”, argumentou Valadares, para
justificar que não houve tempo para analisar a proposta.
O projeto foi
consolidado pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO) com base
em outros 21 projetos que já tramitavam na Casa sobre o
assunto, alguns há vários anos.
“Quem esperou 20 anos
pode esperar mais um dia”, completou Valadares.
A proposta consolidada
proíbe a candidatura de pessoas que tenham sido condenadas em
primeira ou última instância em crimes como corrupção,
abuso de poder econômico e político, compra de voto e
crimes hediondos.
“Vamos pegar, no
mínimo, 50% dos fichas-suja”, disse Demóstenes
Torres.
A proposta também
pune os partidos com a perda de espaço no horário
eleitoral e do repasse do fundo partidário. “Isso vai fazer
com que os partidos já preventivamente não tenham mais
candidatos fichas-suja”, disse.
Os candidatos à
reeleição em cargos no Executivo também podem
ser impedidos de se candidatarem. De acordo com o projeto, os
candidatos à reeleição deverão se afastar
do cargo quatro meses antes do pleito.
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