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Rio de Janeiro - O gerente executivo
de Pré-Sal da Petrobras, José Miranda Formigli Filho,
afirmou hoje (2) que será preciso fazer novas perfurações
na Bacia de Santos para que se tenha certeza da necessidade de
unitização (interligação) dos blocos
descobertos da camada do pré-sal. Formigli admitiu que a
empresa avalia a possibilidade de unitização e disse
que, em caso de confirmação, os sócios serão
chamados ao entendimento.
Para que a empresa possa fazer novas perfurações
nos limites dos poços sob sua responsabilidade e ter certeza
da interligação, serão necessárias novas
sondas, o que, no momento, não é possível porque
não há equipamento disponível.
"É preciso furar [novos poços]
mais perto da fronteira dos blocos para termos a confirmação
do que já indicam, de certa forma, algumas interpretações
das linhas sísmicas. Sem essas perfurações, fica
difícil falarmos com clareza sobre o assunto”, disse
Formigli. Se a possibilidade for confirmada, o assunto será
levado à Agência Nacional do Petróleo, Gás
natural e Biocombustíveis (ANP) e os sócios nos blocos
serão chamados para negociar, informou o executivo da
Petrobras.
Formigli admitiu a possibilidade de tal
interligação ocorrer também com áreas que
ainda não foram licitadas, portanto, em poder da União.
Segundo ele, nesse caso, o assunto tem de ser levado à ANP e
as negociações se darão diretamente.
No entanto, afirmou, nos blocos já sob
regime de concessão, o fato de apenas a Petrobras e a Exxon
atuarem como operadores pode facilitar o entendimento e o
desenvolvimento do ritmo dos trabalhos exploratórios. “Os
operadores definem o ritmo e lideram os processos [exploratórios],
mas, para a unitização, é necessário
haver entendimento também com os outros sócios.”
O gerente de Pré-Sal da Petrobras disse que
já existem casos semelhantes em áreas terrestres do
Nordeste e que a estatal está finalizando negociações
com a El Paso, para a unitização de dois blocos na área
de Camarupim, no Espírito Santo.
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