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Rio de Janeiro - O grupo de
rapazes que estava com Daniel Duque, 18 anos, morto com um tiro
durante uma briga em frente à boate Baronetti, na zona sul do
Rio, no último sábado (28), tentou partir para cima do
PM Marcos Parreira, acusado do crime, para tirar a sua arma.
A
revelação foi feita hoje (2) pelo advogado Nélio
Andrade, defensor do policial militar. Segundo ele, os seguranças
da boate também confirmaram isso, em depoimento à
polícia. Ainda de acordo com Andrade, os amigos de Daniel
disseram, ao depor, estar alterados por ter ingerido bebida
alcoólica.
O advogado
disse ainda que Daniel chegou a agredir a promoter da boate. Segundo
Andrade, o laudo só confirma a versão dos depoimentos a
favor do PM. "Os seguranças da Baronetti viram e
afirmaram que esse grupo de 10 a 12 rapazes partiu para cima do
policial militar, mesmo depois dos disparos. O policial militar não
tinha alternativa, eles agarraram a mão dele e,
lamentavelmente, houve o disparo.”
Andrade
destacou que o comportamento do PM é elogiado pelo próprio
Ministério Público Estadual. Marcos Parreira está
preso no Batalhão Especial Prisional da Polícia Militar
desde o último dia 28, e segundo o advogado, está muito
abatido. Para Andrade, não houve flagrante porque o PM se
apresentou espontaneamente à autoridade policial cinco horas
depois do crime e por isso vai pedir à Justiça o
relaxamento da prisão do militar.
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