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Brasília - Ao lançar o
Plano Agrícola e Pecuário 2008/2009, hoje (2), em
Curitiba, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a
resposta brasileira à crise mundial de alimentos não
deve ser a retenção da capacidade de consumo ou
produção, mas sim o incentivo à produtividade.
“É criar condições para que as pessoas
plantem."
Lula convocou os
agricultores a aproveitarem o atual cenário mundial para
suprirem a demanda por alimentos e transformar o Brasil numa
potência. “Quando o mundo quiser comer temos que dizer: venha
comprar que o Brasil tem para vender”.
Segundo Lula, esse
plano se destaca pelo mérito de ser construído sem
pressão e antagonismos entre os diversos setores envolvidos.
“Pela primeira vez o Ministério da Fazenda senta com você
[se dirigindo ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes]
para negociar junto com o Ministério do Planejamento sem que
haja antagonismo”.
Para o presidente Lula
essa discussão equilibrada é conseqüência da
compreensão e a cooperação de toda a equipe, que
entendeu a situação do país diante do atual
cenário mundial. “Se o barco afundar, todos serão
iguais debaixo d’água. Não haverá distinção
de tamanho, de propriedade, do que está sendo plantado, da
renda”.
O presidente também
lembrou que é comum haver pressões em anos eleitorais,
como este, com eleições municipais marcadas para
outubro. “Em ano político aparecem salvadores da pátria
por todos os lados, não cabe todo mundo no céu. Então,
desce todo mundo para a terra para fazer pressão, como se
fosse possível inventar um dinheiro para atender às
demandas dos momentos de campanha eleitorais”.
Ao falar sobre dívida
agrícola, ele pediu que sejam retirados os excessos de
cobrança que incidem sobre as dívidas e aumentam o
valor para que então possam ser pagas pelos agricultores.
“Vamos limpar esse negócio, vamos tirar todos os
penduricalhos, ver que é a dívida real e dar um tempo
para as pessoas pagarem.”
O Plano Agrícola
e Pecuário 2008/2009 prevê 65 bilhões para
financiar a próxima safra da agricultura empresarial. Os
recursos serão aplicados no custeio, comercialização
e investimento.
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