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2 de Julho de 2008 - 15h52 - Última modificação em 2 de Julho de 2008 - 16h06


Tupi é viável mesmo com petróleo a US$ 35 o barril, afirma Petrobras

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O gerente-executivo de Exploração e Produção da Petrobras, José Miranda Formigli Filho, afirmou hoje (2), no Rio de Janeiro, que o desenvolvimento das atividades produtoras do projeto-piloto do campo de Tupi – o primeiro a ser descoberto na chamada camada pré-sal – é viável mesmo com o barril do petróleo custando US$ 35 no mercado internacional. Hoje o petróleo está cotado em cerca de US$ 140 o barril, quatro vezes mais o valor que garante a rentabilidade do empreendimento.  O campo tem reservas estimadas entre 5 a 8 bilhões de barris de petróleo, cerca da metade de toda a reserva já existente hoje no país.

Ao falar na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), durante workshop sobre Os desafios para a Indústria Nacional Frente às Demandas do Setor Petróleo e Gás, Formigli informou que a estatal ainda não definiu o número exato de plataformas que serão utilizadas no desenvolvimento da produção dos vários campos de petróleo e gás natural já descobertos no pré-sal.

O encontro no BNDES está servindo para um debate em torno dos desafios da indústria nacional e é uma iniciativa do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural – Prominp.

O encontro foi aberto pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e contou com a presença do diretor de serviços da Petrobras, Renato Duque.

Em sua palestra , Duque lembrou o fato de que a Petrobras investia em torno de US$ 5,8 bilhões por ano no período entre 2003 e 2005 e que hoje, segundo volumes constantes do Plano de Negócios da estatal, esses recursos chegam a US$ 19,5 bilhões por ano.

“E isto sem considerar os investimentos que serão necessários para desenvolver ainda mais as atividades de exploração e produção da área do pré-sal. Uma vez incorporados os recursos necessários para explorar e produzir petróleo nos campos descobertos nessa região, os investimentos aumentarão em muito”, afirmou.

Duque esclareceu que a Petrobras ainda está fechando o seu Plano de Negócios para 2009-2013, o que deverá ocorrer até o final de agosto para ser divulgado em setembro – aí sim já com a previsão dos recursos necessários para as atividades no pré-sal.

Já o presidente do BNDES foi categórico ao afirmar que o banco fará de tudo para apoiar a indústria nacional de bens e serviços voltados para o setor petrolífero, procurando desenvolver uma indústria de equipamentos no país, que tenha prazo, qualidade e competitividade.

“Seria estupidez de nossa parte não procurarmos desenvolver os setores de bens e serviços no Brasil para atender às nossas necessidades. Queremos apoiar o desenvolvimento tecnológico e dar robustez as empresas nacionais voltadas para o setor. O Brasil precisa ser grande não apenas na produção e exportação de petróleo e derivados, mas também em toda a cadeia de serviços”, afirmou Coutinho.



 


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