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Rio de Janeiro - O gerente-executivo
de Exploração e Produção da Petrobras, José Miranda Formigli Filho, afirmou hoje (2), no Rio de Janeiro, que o desenvolvimento das atividades
produtoras do projeto-piloto do campo de Tupi – o primeiro a ser descoberto na
chamada camada pré-sal – é viável mesmo com o barril do petróleo custando US$
35 no mercado internacional. Hoje o petróleo está cotado em cerca de US$ 140 o
barril, quatro vezes mais o valor que garante a rentabilidade do empreendimento.
O campo tem reservas
estimadas entre 5 a 8 bilhões de barris de petróleo, cerca da
metade de toda a reserva já existente hoje no país.
Ao falar na sede do Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), durante workshop sobre
Os desafios para a Indústria Nacional Frente às Demandas do Setor Petróleo e Gás,
Formigli informou que a estatal ainda
não definiu o número exato de plataformas que serão utilizadas no
desenvolvimento da produção dos vários campos de petróleo e gás natural já descobertos
no pré-sal.
O encontro no BNDES
está servindo para um debate em torno dos desafios da indústria nacional e é uma iniciativa do Programa de Mobilização
da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural – Prominp.
O encontro foi aberto pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e
contou com a presença do diretor de serviços da Petrobras, Renato Duque.
Em sua palestra , Duque lembrou o fato
de que a Petrobras investia em torno de US$ 5,8 bilhões por ano no período
entre 2003 e 2005 e que hoje, segundo volumes constantes do Plano de Negócios
da estatal, esses recursos chegam a US$ 19,5 bilhões por ano.
“E isto sem considerar os investimentos que serão necessários
para desenvolver ainda mais as atividades de exploração e produção da área do
pré-sal. Uma vez incorporados os recursos necessários para explorar e produzir petróleo
nos campos descobertos nessa região, os investimentos aumentarão em muito”,
afirmou.
Duque esclareceu que a Petrobras ainda está fechando o seu
Plano de Negócios para 2009-2013, o que deverá ocorrer até o final de agosto
para ser divulgado em setembro – aí sim já com a previsão dos recursos necessários
para as atividades no pré-sal.
Já o presidente do BNDES foi categórico ao afirmar que o
banco fará de tudo para apoiar a indústria nacional de bens e serviços voltados
para o setor petrolífero, procurando desenvolver uma indústria de equipamentos no
país, que tenha prazo, qualidade e competitividade.
“Seria estupidez de nossa parte não procurarmos desenvolver
os setores de bens e serviços no Brasil para atender às nossas necessidades.
Queremos apoiar o desenvolvimento tecnológico e dar robustez as empresas
nacionais voltadas para o setor. O Brasil precisa ser grande não apenas na
produção e exportação de petróleo e derivados, mas também em toda a cadeia de
serviços”, afirmou Coutinho.
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