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Brasília - As novas regras para criação,
incorporação, fusão e desmembramento de
municípios foram aprovadas hoje (2) na Comissão de
Constituição e Justiça do Senado. A proposta,
relatada pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), determina que só
poderão ser criados municípios em lugares com população
igual ou superior a 5 mil habitantes na Região Norte; 10 mil
nas Regiões Centro-Oeste e Nordeste, e 15 mil nas Regiões
Sul e Sudeste.
A proposta exige também que
que o número de eleitores seja 50% superior ao de habitantes e
que o lugar tenha infra-estrutura suficiente.
O senador Sérgio Zambiasi
(PTB-RS) contestou a divisão do número de habitantes
por região, afirmando que as distâncias na Região
Sul são maiores do que no Sudeste, o que pode dificultar a
criação de novos municípios. “Os estados têm
suas diferenças regionais”, disse Zambiasi.
“Nenhum município da parte
sul tem esse tanto de habitantes [15 mil] para se emancipar.
Na Região Sul, existem menos municípios, maiores
distâncias entre um e outro e, seguramente, não haveria
nenhum distrito em condições de emancipação”,
completou.
Atualmente, a Constituição
determina que a criação, a incorporação,
a fusão e o desmembramento de municípios sejam feitos
por lei estadual e dependam de consulta prévia por meio de
plebiscito nas populações dos municípios
envolvidos.
O senador Valter Pereira (PMDB-MS)
disse que vai apresentar emenda em plenário, para onde o
projeto segue agora, deixando de fora da nova regra os municípios
que já fizeram seus plebiscitos para se emancipar, mas
deixaram para eleger os vereadores nas eleições
municipais de outubro.
“Naqueles municípios onde
já cumpriram as normas estabelecidas, vai subsistir a
frustração de terem participado de um processo, de
terem decidido e de ser invalidada a campanha”, disse.
Pela nova regra, os novos municípios
também não poderão estar em reserva indígena
ou área de proteção ambiental.
A matéria será
analisada pelo plenário do Senado em regime de urgência.
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