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2 de Julho de 2008 - 11h51 - Última modificação em 2 de Julho de 2008 - 11h50


Inflação medida pelo IPC-S recua em seis das sete capitais pesquisadas pela FGV

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) recuou em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O IPC-S da última semana de junho registrou variação de 0,77%, taxa menor do que a da semana anterior, encerrada no dia 22 (0,89%). A principal contribuição para o recuo veio do grupo alimentação. O índice caiu de 2,24% para 1,85%.

Segundo as informações divulgadas hoje, entre as capitais pesquisadas pela FGV, Belo Horizonte teve a menor alta. O indicador caiu de 0,41%, registrados na penúltima semana de junho, para 0,36%, na última semana. Já em  Porto Alegre o IPC-S registrou um leve avanço, chegando a 0,64% após ficar em 0,56%.

De acordo com o economista da FGV André Braz, embora a inflação tenha recuado em seis da sete capitais pesquisadas, a tendência é de alta nos preços nas próximas sondagens, em julho.

“Essa tendência não é sustentável”, disse. “A grande contribuição para recuo veio dos alimentos. Nesse grupo, hortaliças e legumes tiveram destaque. No entanto, são itens voláteis, que, com frio, estiagem e até geada, não costumam ter trajetória de preços em desaceleração nessa época”, completou.

Segundo o economista, no mês de julho, além da esperada alta no preço das hortaliças, do trigo e da soja - “grão que começa a ter o preço aumentado no mercado internacional” -, devem subir as tarifas públicas.

“O principal exemplo é a tarifa de energia elétrica residencial que deve ter, em São Paulo, um reajuste médio de 8%”, citou.



 


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