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Brasília - A Polícia Federal vai abrir até amanhã (3) inquérito para apurar
a morte da adolescente Jaiya Xavante, na última quarta-feira (25), no Hospital Universitário de Brasília (HUB). A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do órgão.
A
determinação do Ministério da
Justiça para que a Polícia Federal assuma as
investigações foi publicada ontem (1º) no Diário
Oficial da União.
Ainda
segundo a assessoria, o caso seria de competência da Polícia
Civil, como ocorreu em 1997, quando o índio Galdino foi queimado por jovens enquanto dormia em uma parada de
ônibus em Brasília. Entretanto, com a determinação do Ministério da Justiça, a Polícia Federal vai apurar a morte da índia.
O
ministro da Justiça, Tarso Genro, já havia anunciado na
última sexta-feira (27) que a PF assumiria
as investigações sobre o caso. “Vai
investigar rigorosamente”, adiantou Tarso, na ocasião.
O ministro disse ainda que, depois de encerradas as investigações,
o processo será encaminhado ao Ministério Público
e à Justiça para que “a punição devida
e compatível com a barbárie seja dada”.
A
adolescente de 16 anos morreu
durante uma cirurgia no HUB. O
delegado-chefe da 2ª Delegacia de Polícia do Distrito
Federal, Antônio José Romeiro, disse que ela sofreu perfuração no órgão genital. Segundo o delegado, o crime aconteceu
dentro da Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) do Distrito Federal,
da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). A menina tinha lesão
neurológica – não falava e se locomovia por meio de
cadeira de rodas – e estava em Brasília para tratamento
médico desde o dia 28 de maio.
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