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Brasília - A Polícia
Federal (PF) instaurou hoje (2) inquérito para apurar a morte
da índia Jaiya Xavante, de 16 anos, na última
quarta-feira (25) no Hospital Universitário de Brasília
(HUB) após sofrer perfuração do órgão
genital. A investigação seguirá paralelamente à
da Polícia Civil do Distrito Federal.
De acordo com a Polícia
Civil, o crime
aconteceu dentro da Casa de Apoio à Saúde Indígena
(Casai), da Fundação Nacional de Saúde (Funasa),
uma autarquia federal. A Polícia Federal entrou no caso por
determinação
do ministro da Justiça, Tarso Genro.
“Nossa investigação
não deve atritar com a conduzida pela Polícia Civil,
não são duas investigações sobre o mesmo
assunto. O inquérito da PF não se foca na investigação
do homicidio propriamente dito. A gente deve enveredar na questão
das circunstâncias em que o fato pode ter ocorrido, de que
forma podem ter contribuído para a ocorrência”,
apontou o delegado Carlos Henrique Maia, titular da Delegacia de
Defesa Institucional da Polícia Federal.
A PF deverá colaborar com
recursos humanos e materiais para investigação e
colocou à disposição da Polícia Civil
delegacias em outros estados para “reduzir a burocracia” e
acelerar as diligências. De acordo com o delegado federal, a PF
ainda não definiu o efetivo de agentes que vão atuar no
caso. “Isso envolve a participação de unidades
descentralizadas, das superintendências regionais”,
acrescentou.
Maia não descartou a
possibilidade de diligências de agentes da PF na Casai e até
mesmo na aldeia de origem da indígena, em Campinápolis,
Mato Grosso, onde estão a mãe e a tia da adolescente.
No entanto, preferiu não adiantar detalhes dos próximos
passos do inquérito federal.
“A idéia não é
repetir diligência. Queremos contribuir com a apuração
das circunstâncias em que a morte ocorreu, sem prejudicar o
trabalho já em andamento.”
Segundo Maia, até o fim da
semana, a Polícia Federal deverá apontar os primeiros
resultados da apuração.
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