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Rio de Janeiro - Preservar a memória da cidade de Paraty, litoral sul
fluminense, por meio da história de vida dos seus moradores é a
principal tarefa do braço infanto-juvenil da Festa Literária
Internacional de Paraty (Flip), a Flipinha que está
na quinta edição.
A idéia é colher relatos de alunos de escolas
públicas e particulares da localidade, que devem participar do evento.
São esperadas cerca de 8 mil crianças e adolescentes. Os relatos
farão parte de um projeto do Museu da Pessoa.
“Quando relembramos um ator, um livro, trabalhamos a
memória. Então, puxamos pelo gancho daqueles que não são autores
conhecidos, mas de alguma maneira, constroem a história de Paraty”,
explicou a coordenadora pedagógica da Flipinha, Gabriela Gibrail.
Este ano, a Flipinha deve reunir cerca de 20
escritores e ilustradores em atividades voltadas para estudantes e
professores. Estão previstas exposições, rodas de leitura, oficinas e
apresentação de peças teatrais preparadas pelos próprios alunos.
Haverá também atividades de estimulo à leitura, além
das tradicionais árvores de livros - em uma praça no centro da cidade,
obras são penduradas nos galhos de ipês e magnólias à disposição dos
mais curiosos.
O objetivo dessas atividades é provocar a leitura por
um método não-convencional, o que segundo Gibrail, tem dado certo. Ela
revela que desde a primeira edição da Flip, em 2004, a biblioteca
pública da cidade ganhou mais livros e faz cada vez mais empréstimos.
“Esse é nosso termômetro. O cadastro de pessoas
aumenta a cada dia nas bibliotecas de organizações não-governamentais e
também na biblioteca municipal”, disse. “Há também uma troca de livros
para crianças, que são bem caros, entre professores e escolas, uma
ciranda mesmo”, definiu.
A professora explica também que os estudantes de
Paraty são estimulados, desde o início do ano, a lerem os livros dos
autores esperados para a Flip. “Consumamos aqui [na Flip] um momento
esperado o ano inteiro”.
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