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2 de Julho de 2008 - 06h49 - Última modificação em 2 de Julho de 2008 - 06h50


Tarso afirma que vazamento de informações não ocorre mais na PF

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nessa terça-feira (1º) que concorda com avaliação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de que vazar informações de investigações realizadas pela Polícia Federal (PF) é “coisa de gangster”. Tarso afirmou, no entanto, que esse tipo de prática na PF “é coisa do passado”, e que o vazamento de informações não ocorre mais.    

“Se houve algum vazamento no passado, isso foi feito por alguma pessoa absolutamente irresponsável e que tem um comportamento reprovável. Coisa de gangster mesmo”, disse em São Paulo, ontem à noite. 

De acordo com o ministro da Justiça, normalmente as informações sobre os processos vazam depois que ele sai do âmbito da PF e é tornado público. “Depois que o processo se torna público na Justiça, que os advogados têm acesso, aí ninguém pode impedir de divulgá-los. Não é a polícia que fará isso. O advogado toma aquilo como prova e lança publicamente até para defender o seu cliente”, afirmou.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, disse ontem (1º) enxergar no vazamento de informações da Polícia Federal "episódios com caráter de retaliação e tentativa de controle ideológico dos juízes".

Mendes citou casos recentes em que ele próprio, o ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence e o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Félix Fischer, foram vítimas de informações "plantadas" na imprensa para, supostamente, intimidá-los.

"O vazamento indiscriminado de informações vem sendo feito com uma falta de cerimônia que amedronta. É um tipo de terrorismo lamentável, que não pode ser feito por agente público. Isso é coisa de gângster", disse.



 


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