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2 de Julho de 2008 - 18h42 - Última modificação em 2 de Julho de 2008 - 19h12


Índios negam crime e dizem que adolescente pode ter morrido por comer algo que lhe fez mal

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

 
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Elza Fiúza/ABr
Brasília - Conjunto da  Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai), vistoriado por integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil
Brasília - Conjunto da Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai), vistoriado por integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil
Brasília - O delegado Antônio José Romeiro, responsável pela investigação da morte da índia Jaiya Xavante, ouviu hoje (2) quatro indígenas no local onde ela vivia desde 28 de maio, a Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai), da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), e afirmou que os depoimentos “não esclareceram nada de relevante” no caso.

“Passamos a manhã hoje lá na Casai, ouvimos quatro índios, e a situação ficou na mesma: eles não esclareceram nada de relevante; não há nenhuma informação que seja de vital importância para elucidar o crime”, disse Romeiro.

De acordo com o delegado, os índios negam que a adolescente tenha sido vítima de violência sexual e acreditam que a morte foi provocada por algum alimento que fez mal a ela. “Negam a versão [da perfuração do órgão genital por um objeto de 40 centímetros] e falam que ela ingeriu alguma coisa que lhe fez mal e causou a morte. As informações oficiais são essas: eles não viram nada, negam agressão à vítima, e, em razão disso, nós ainda não temos um suspeito de autoria”, completou.

Romeiro adiantou que equipes da Polícia Civil e da Polícia Federal, que instaurou inquérito hoje (2) para apurar o caso, deverão ir à aldeia xavante em Campinápolis, Mato Grosso, para ouvir depoimentos de parentes da adolescente, entre eles, a mãe e a tia de Jaya, que a acompanhavam na estadia na Casai.

“Com a PF no caso, vamos ter um apoio no sentido de traçar ações conjuntas para ir a Mato Grosso ouvir pessoas importantes no caso”, disse o delegado.

A adolescente de 16 anos morreu durante uma cirurgia no Hospital Universitário de Brasília. após sofrer perfuração no órgão genital. Segundo o delegado, o crime aconteceu dentro da Casai.

A menina, que tinha lesão neurológica – não falava e precisava de uma cadeira de rodas  para se locomover – estava em Brasília para tratamento médico desde o dia 28 de maio.


 


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