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2 de Julho de 2008 - 20h32 - Última modificação em 2 de Julho de 2008 - 21h10


Libertada, Ingrid Betancourt relata dificuldade logística das Farc

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A agora ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt disse que se vê que a guerrilha pode estar passando por dificuldades, pelo que ela e os outros reféns viveram no último ano. “É o que nós podemos comprovar."

Ingrid evitou analisar qual o impacto da libertação para as Farc do ponto de vista emocional. “É um golpe tão fulminante hoje pras Farc que seria fácil dizer que elas estariam derrotadas”.

Durante entrevista coletiva na base aérea de Bogotá, ela relatou que há cerca de um ano há dificuldades no recebimento de comida, roupas e outros materiais de primeira necessidade. “É um sinal de que a logística pode estar em dificuldade”, afirmou.

A ex-candidata à Presidência da Colômbia disse também que não sabe ainda se deve buscar o cargo de presidente. “Agora eu quero ser só mais um soldado da Colômbia”, afirmou. Ela destacou a importância da ação de Álvaro Uribe no cargo e disse que a aprovação da reeleição presidencial foi um golpe muito duro para as Farc, pois fez com que os guerrilheiros não tivessem mais os momentos de alento e reorganização nos períodos entre dois governos.

Ingrid afirmou que imaginou "muitas vezes este momento com minha mãezinha" e destacou diversas vezes que a operação foi perfeita. "Ao ver o comandante que esteve a cargo dos seqüestrados com os olhos vendados e jogado no chão, não senti felicidade. Sinto lástima", relatou, enquanto descreveu toda a operação em detalhes.

De acordo com o Ministério da Defesa da Colômbia, durante a operação do Exército, mais de 60 guerrilheiros estavam em posição que permitia que fossem facilmente atacados, mas tiveram suas vidas poupadas.


*Com informações da agência Télam

 


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