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Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltará a defender, na reunião do G8, os biocombustíveis, afirmando que eles não são responsáveis pela alta do preço dos alimentos
no mundo. A reunião do G8, grupo dos sete países mais ricos do
mundo e a Rússia, será na próxima semana no Japão.
“Existem vários fatores que estão causando essa
inflação no preço dos alimentos, que vão desde a especulação no mercado
de alimentos até o aumento do consumo, passando pelo aumento do preço
do petróleo. O presidente pretende levar a mensagem de que essa crise
tem que ser resolvida, não pode afetar as parcelas mais desfavorecidas
da população, mas tem que ser resolvida de forma serena, buscando
atacar as verdadeiras causas”, disse hoje (3) o porta-voz da
Presidência da República, Marcelo Baumbach, ao conceder entrevista sobre a viagem do
presidente Lula, que participará na reunião como convidado.
Segundo Baumbach, Lula voltará a defender que o
etanol e biodiesel são combustíveis alternativos à emissão dos gases
causadores do efeito estufa, além de cobrar dos mais ricos que assumam
parcela de culpa pelas mudanças climáticas. No Japão, Lula participará
ainda de encontros com os presidentes do Brics (Brasil, Rússia, Índia,
China e África do Sul) e do G5 (Brasil, Índia, China, África do Sul e
México).
A viagem prevê passagens pelo Vietnã, Timor Leste e
Indonésia, onde Lula terá encontros com chefes de governo e discutirá sobre
energia, comércio, esporte, políticas de inclusão social e tecnologia.
No Timor, único país da Ásia e Oceania que tem o português como língua
oficial, Lula se encontrará com o presidente José Ramos-Horta, que ferido em fevereiro deste ano em um atentado e ficou hospitalizado mais de
um mês na Austrália.
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