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3 de Julho de 2008 - 16h44 - Última modificação em 3 de Julho de 2008 - 16h44


Pesquisa da CNI revela desaceleração da indústria em maio

Daniel Lima e Lourenço Canuto
Repórteres da Agência Brasil

 
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Brasília - A indústria brasileira registrou menor ritmo de crescimento em maio, em relação a abril. A conclusão pode ser verificada no boletim Indicadores Industriais, divulgado hoje (3) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) .

A desaceleração se deu nas variáveis de produção, horas trabalhadas, faturamento real, oferta de empregos e massa real de salários.

A publicação destaca que "o menor dinamismo na geração do emprego e a aceleração inflacionária levam ao arrefecimento do ritmo de expansão da massa de salários'", que em maio avançou 4% frente a maio de 2007.

Nos três primeiros meses do ano, a massa salarial tinha alcançado média mensal de crescimento de 6,5% frente ao respectivo mês do ano anterior.

A indústria de transformação, com destaque para a automobilística, cresceu 0,9% em maio, comparado a abril.

Embora a entidade considere a elevação pouco expressiva, lembra que maio teve um dia útil a menos que abril (maio teve dois feriados e abril um). Além disso, a taxa de câmbio média no quinto mês do ano foi de R$ 1,66, a menor dos últimos 8 anos.

Isoladamente, a área de veículos automotores registrou, no acumulado do ano, elevação de vendas de 23,8%, e o de máquinas e equipamentos 18,4%.

Em maio, houve ligeiro aumento do uso da capacidade instalada da indústria (UCI), da ordem de 83,2% contra 83,1% registrados maio do ano passado. A variação foi de apenas 0,1 ponto percentual. A CNI interpreta que essa estabilidade revela maturação dos investimentos no setor, além da expansão do consumo, com a elevação das taxas de inflação.

Segundo a CNI, a redução de horas trabalhadas na indústria começou a ser registrada no mês de março. A variável recuou 0,1% em maio em relação a abril. O faturamento real dessazonalizado expandiu-se 1,1% em relação a abril, depois de quedas nos dois meses anteriores.

Mas a entidade destaca que, mesmo assim, a expansão do faturamento industrial em maio não foi suficiente "para recompor o nível de faturamento registrado em fevereiro". O nível de crescimento de emprego aumentou 0,2% em relação a abril, taxa considerada inexpressiva, de acordo com a entidade.



 


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