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3 de Julho de 2008 - 19h24 -
Última modificação
em 3 de Julho de 2008 - 19h23
Haddad defende projeto de cotas para alunos da rede pública em universidades federais
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil
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Marcello Casal Jr./ABr
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Brasília - O ministro da Educação, Fernando Haddad, fala sobre a aprovação, pelo Congresso Nacional, da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a incidência da Desvinculação de Receita da União (DRU) sobre os recursos da educação. Com isso, a pasta terá R$ 7 bilhões a mais no seu orçamento
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Brasília - O ministro da Educação,
Fernando Haddad, afirmou hoje (3) que o atual momento de expansão
da rede federal de educação superior e profissional é
o “melhor” para a discussão sobre o estabelecimento de cotas para alunos da escola
pública nessas instituições.
Essa semana, a Comissão de Educação, Cultura e
Esporte do Senado aprovou o PL 546/2007 que reserva metade das vagas das
instituições federais de educação
profissional e tecnológica e das universidades a estudantes
que tenham cursado todo o ensino fundamental em escola pública.
Dentro dessa reserva de vagas, o projeto prevê cotas para
alunos negros, pardos e índios em proporção
igual à composição da população na
unidade da federação em que a instituição
estiver localizada. Para Haddad, a proposta "dilui a questão racial" ao estabelecer a distribuição proporcional pelo recorte da escola pública.
“É o melhor
momento para discutir reserva de vagas para escola pública justamente
porque estamos dobrando o número de vagas, nada mais justo, no
momento em que a universidade pública cresce, discutir a
melhor forma de repartição dessas vagas entre os
diversos segmentos e camadas da sociedade. Não é
dividir o mesmo, é dividir mais”, defende. Segundo o
ministro, em quatro ano, serão criadas 229 mil vagas para ingresso
nas universidades públicas.
O projeto aprovado no
Senado tem configuração semelhante ao enviado pelo MEC
ao Congresso em 2004 e que atualmente está
parado na Câmara. “São matérias bem parecidas
que agora recebem reforço do Senado para serem discutidas”,
indica. Questionado sobre qual critério de seleção
– racial ou social – deve ser adotado, o ministro afirmou que o
novo projeto contempla as duas questões porque garante a
distribuição proporcional. “Ninguém pode se
queixar”, afirmou.
Ontem (2), o Senado
aprovou dois projetos que permitem a criação de 25 mil
novos cargos para docentes e servidores de instituições federais.
“A expansão
prevista no Plano de Desenvolvimento da Educação agora
tem o aval do Congresso Nacional. Poderemos publicar os editais de
concursos públicos para contratar docentes e técnicos
para dobrar o número de vagas nas universidade públicas”,
avaliou.
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