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Elza Fiúza/ABr
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Brasília - O secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, participou de reunião do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, que discutiu casos de desrespeito aos direitos humanos, como o do sargento Fernando Alcântara, que deixou o Exército por se sentir pesrseguido em função de ser gay e a morte de três jovens do Morro da Providência, no Rio
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Brasília - O ministro da Secretaria Especial dos
Direitos Humanos (SEDH), Paulo Vannuchi, disse hoje (3) que o capitão
do Exército Leandro Ferrari poderia ter evitado a morte dos
três jovens moradores do Morro da Providência, no Rio de
Janeiro.
Os rapazes foram
entregues por militares, no dia 14 de junho, a traficantes do Morro
da Mineira, controlado por uma facção de traficantes
rival à que atua na Providência. No dia seguinte, os
jovens apareceram mortos em um aterro sanitário, na Baixada
Fluminense.
Apesar de o oficial
superior ter mandado liberar os jovens após uma revista, um
tenente determinou que eles fossem colocados em um caminhão e
levados para o Morro da Mineira, onde foram entregues a traficantes.
“O capitão
também erra quando percebe sinais de descumprimento da ordem
[para liberar os jovens]”, disse o ministro, após
participar de reunião do Conselho de Defesa dos Direitos da
Pessoa Humana (CDDPH), no Ministério da Justiça.
Para Vannuchi, que
preside o conselho, o capitão Ferrari poderia ter dado “voz
de comando como qualquer capitão do Exército sabe dar
para um tenente que começa a negociar a soltura de detidos”.
“Claro que daí
a dizer que ele tem co-autoria vai uma longa distância, mas
realmente podia ter determinado a libertação ali na
frente dele. Não teria havido assassinato dos três”,
completou Vannuchi. O capitão Ferrari não está entre os militares presos e sob investigação.
O relatório
parcial apresentado hoje (3) por uma comissão especial do CDDPH
que acompanha o caso confere “acentuada gravidade e complexidade”
ao assassinato dos jovens.
Segundo o documento, um
total de 46 disparos foram efetuados. Wellington Gonzaga Ferreira, 19
anos, foi morto com 26 disparos. David Wilson da Silva, 24 anos,
morreu com 18 disparos. Marcos Paulo Campos, 17 anos, foi morto com
dois disparos e foi o primeiro a morrer, enquanto tentava fugir. A
comissão aponta que, além das marcas de disparo, dos
corpos evidenciavam sinais de tortura.
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