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3 de Julho de 2008 - 15h32 - Última modificação em 3 de Julho de 2008 - 15h32


Vannuchi diz que capitão do Exército poderia ter evitado morte de jovens na Providência

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
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Elza Fiúza/ABr
Brasília - O secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, participou de reunião do  Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, que discutiu casos de desrespeito aos direitos humanos, como o do  sargento Fernando Alcântara, que deixou o Exército por se sentir pesrseguido em função de ser gay  e a morte de três jovens do Morro da Providência, no Rio Brasília - O secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, participou de reunião do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, que discutiu casos de desrespeito aos direitos humanos, como o do sargento Fernando Alcântara, que deixou o Exército por se sentir pesrseguido em função de ser gay e a morte de três jovens do Morro da Providência, no Rio
Brasília - O ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), Paulo Vannuchi, disse hoje (3) que o capitão do Exército Leandro Ferrari poderia ter evitado a morte dos três jovens moradores do Morro da Providência, no Rio de Janeiro.

Os rapazes foram entregues por militares, no dia 14 de junho, a traficantes do Morro da Mineira, controlado por uma facção de traficantes rival à que atua na Providência. No dia seguinte, os jovens apareceram mortos em um aterro sanitário, na Baixada Fluminense.

Apesar de o oficial superior ter mandado liberar os jovens após uma revista, um tenente determinou que eles fossem colocados em um caminhão e levados para o Morro da Mineira, onde foram entregues a traficantes.

“O capitão também erra quando percebe sinais de descumprimento da ordem [para liberar os jovens]”, disse o ministro, após participar de reunião do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), no Ministério da Justiça.

Para Vannuchi, que preside o conselho, o capitão Ferrari poderia ter dado “voz de comando como qualquer capitão do Exército sabe dar para um tenente que começa a negociar a soltura de detidos”.

“Claro que daí a dizer que ele tem co-autoria vai uma longa distância, mas realmente podia ter determinado a libertação ali na frente dele. Não teria havido assassinato dos três”, completou Vannuchi. O capitão Ferrari não está entre os militares presos e sob investigação.

O relatório parcial apresentado hoje (3) por uma comissão especial do CDDPH que acompanha o caso confere “acentuada gravidade e complexidade” ao assassinato dos jovens.

Segundo o documento, um total de 46 disparos foram efetuados. Wellington Gonzaga Ferreira, 19 anos, foi morto com 26 disparos. David Wilson da Silva, 24 anos, morreu com 18 disparos. Marcos Paulo Campos, 17 anos, foi morto com dois disparos e foi o primeiro a morrer, enquanto tentava fugir. A comissão aponta que, além das marcas de disparo, dos corpos evidenciavam sinais de tortura.


 


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