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5 de Julho de 2008 - 12h41 - Última modificação em 5 de Julho de 2008 - 13h39


Atividades extracurriculares melhoram auto-estima do estudante, apontam especialistas

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

 
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Marcello Casal Jr/ABr
Brasilia - O ensino de música já é uma realidade para os alunos do Centro de Ensino do Guará, cidade satélite de Brasília. A lei que prevê a atividade foi aprovada pela Câmara dos Deputados
Brasilia - O ensino de música já é uma realidade para os alunos do Centro de Ensino do Guará, cidade satélite de Brasília. A lei que prevê a atividade foi aprovada pela Câmara dos Deputados
Brasília - Uma lei aprovada pelo Congresso Nacional institui o ensino da música nas escolas públicas do ensino básico.

A medida só aguarda a sanção presidencial para entrar em vigor.

No Rio de Janeiro, uma lei aprovada pela Assembléia Legislativa estabelece o ensino do xadrez em todas as unidades escolares da rede estadual de ensino.

As duas medidas introduzem no processo de aprendizado atividades extracurriculares, amplamente defendidas por educadores.

A sociabilização e o aumento da auto-estima das crianças e dos adolescente são os principais benefícios das atividades extracurriculares, destaca a presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPP), Quézia Bombonatto.

“A criança que não consegue se sair bem nas disciplinas do currículo formal fica com a auto-estima ruim diante do grupo. Mas ela pode se sair muito bem nas outras atividades e isso se torna um motivo de inserção”, aponta a pedagoga.

A lei federal ainda não entrou em vigor, mas no Centro de Ensino Fundamental 03 do Guará, no Distrito Federal, os alunos já têm aula de canto e coral, teoria musical, percussão corporal e banda marcial.

Há 14 anos a escola desenvolve o projeto, e segundo a professora Sunamita Vilela, muitos ex-alunos se tornaram músicos profissionais e se apresentam até no exterior.

“Muitos hoje tocam em orquestras pelo país e fora dele. A gente quer ingressar esse aluno no mercado de trabalho, e a nova lei pode ajudar nesse sentido”, disse.

Para o diretor do centro de ensino, Jairo Peixoto, além de uma oportunidade profissional, as aulas de música trabalham outros aspectos da formação do indivíduo.

“Ela trabalha a memorização, o cognitivo, mas também a disciplina. A motivação e a alegria de estar na escola também são diferentes quando existe um trabalho como esse”, disse.

A aluna Paula Batista, de 14 anos, é um exemplo desses efeitos. Como a permanência na banda marcial está vinculada ao bom desempenho em outras disciplinas, ela diz que se dedica mais aos estudos.

“Nunca tinha estudado música antes e acho legal porque em outras as escolas não têm isso, é chato. Quando tem essas outras aulas a gente fica com mais vontade de vir para a escola”, disse.

Segundo a professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Stella Bortoni, a música, o xadrez e outras atividades artísticas e esportivas permitem uma formação integral do estudante.

“Você está formando um cidadão de uma maneira mais plena, mais completa.”

Bombonatto destacou ainda que as atividades extracurriculares permitem também a promoção cultural.

“Ela pode ser uma ferramenta muito útil na inclusão social da criança, inclusive cultural, porque às vezes vai ser só na escola que ela vai ter contato com aquele tema”, disse.


 


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