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Brasília - O empresário
Marco Antônio Audi admitiu hoje (3), em depoimento à
Comissão de Infra-Estrutura do Senado, que o advogado Roberto
Teixeira usava a proximidade que tem com o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva para "abrir portas" em casos e negócios
próprios. Lula é padrinho da filha de Teixeira, Valeska
Teixeira. Ela, segundo Audi, chama publicamente o presidente de
"dindo".
"Ele realmente usa
um tom ameaçador. A Valeska usa também. Ela pega o
telefone e diz que vai passar o fim-de-semana na casa do dindo, o
presidente Lula", disse. “Eles usam o nome do presidente, eles
têm o mesmo grau de intimidação, usam muito mais
o segundo e terceiro escalão para abrir portas, não
dá para negar isso", completou.
Audi afirmou que o
Teixeira e Valeska sempre "usam o nome do presidente". "Ele
sempre falou que era amigo do presidente Lula", afirmou.
A declaração
é uma contradição ao depoimento de Audi, que,
inicialmente havia dito desconhecer que Teixeira é compadre de
Lula, ao contratá-lo para atuar nas negociações
da venda da Varig. "Acho que a proximidade dele com o poder pode
tê-lo ajudado a conseguir seus objetivos", ressaltou. Ele
nega que tenha se valido da proximidade de Teixeira com o Palácio
do Planalto agilizar a venda da Varig, comprada pela empresa da qual
era sócio, a VoLo do Brasil.
Marco Antônio
ainda se colocou à disposição para uma acareação
com Roberto Teixeira a fim de comprovar a veracidade das
informações. Teixeira, em carta enviada à
Comissão, classificou Marco Antônio de criminoso e negou
que tenha se beneficiado com o caso.
A Comissão de
Infra-Estrutura aprovou requerimento convocando Valeska Teixeira e o
marido dela, Cristiano, para depor.
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