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3 de Julho de 2008 - 13h07 - Última modificação em 3 de Julho de 2008 - 13h07


Presidente do BNDES afirma que país passa por teste diante da inflação mundial

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Marcello Casal Jr./Abr
Brasília - O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, fala na abertura do  21º Fórum do Planalto, que tem como tema A Política de Desenvolvimento Produtivo e Desoneração
Brasília - O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, fala na abertura do 21º Fórum do Planalto, que tem como tema A Política de Desenvolvimento Produtivo e Desoneração
Brasília - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho, afirmou hoje (3) que o país está passando por um momento de teste diante da inflação mundial. Ele disse que o Brasil dispõe dos “fundamentos econômicos” para atravessar essa fase.

Coutinho citou a expansão dos financiamentos e a capacidade das empresas de tomar crédito e do sistema financeiro de aumentar a oferta. Outro fator é a expansão do emprego formal e da massa salarial que, segundo ele, crescem juntamente com a produtividade.

Coutinho explicou que isso evita pressão de custos para as empresas. O presidente do BNDES também destacou que “o setor privado nunca esteve tão bem” e tem investido o lucro na produção.

Na avaliação de Luciano Coutinho, a política fiscal e monetária “está sendo acionada”. Quanto à política monetária, neste ano o Banco Central aumentou a taxa básica de juros (Selic) em um ponto percentual para conter a inflação.

Com relação à questão fiscal, o Ministério da Fazenda anunciou o aumento do superávit primário (economia que o governo faz para pagar dívidas) em 0,5 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país).

Segundo o presidente do BNDES, o Brasil pode passar por esse momento de alta de preços “sem sacrificar” a economia, mas apenas reduzindo “um pouquinho” o crescimento.

Coutinho explicou que a inflação mundial é conseqüência da alta dos preços do alimentos, do petróleo e outras commodities (bens primários com cotação internacional), além de movimentos especulativos.

Ele também citou o Plano Safra 2208/2009, Plano Agrícola e Pecuário 2008/2009, lançado ontem pelo governo (2). Para essa safra, está previsto um volume de crédito de R$ 78 bilhões, o que representa um incremento de R$ 8 bilhões em relação à safra 2007/2008. 

Para Coutinho, o plano vai assegurar a oferta de produtos no país e também no mundo, “uma vez que o Brasil é um grande exportador”. “O Brasil pode transformar esse estresse em uma grande oportunidade”.


 


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