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Brasília - O ministro da Defesa,
Nelson Jobim, criticou hoje (3) a paralisação das obras
pela Justiça Eleitoral no Morro da Providência, no
Centro do Rio, e admitiu que o senador Marcelo Crivella (PRB/RJ) destinou
emenda parlamentares para a reforma das casas. “Essa obra foi
efetivamente patrocinada, no início, pelo senador Crivella, mas
a obra tem um sentido social.”
Ele também
ressaltou que o problema da exploração eleitoral e da
candidatura de Crivella à prefeitura do Rio acarretou a paralisação das obras na Providência. Ele
questionou os deputados se o que deveria ser levado em consideração nesse caso seria o processo eleitoral ou o bem-estar dos
moradores.
“Quero deixa bem
claro que essas obras tenham sido feitas tendo por trás a
participação de um parlamentar, de emendas
parlamentares, inclusive isso é notoriedade no Congresso
Nacional. Se nós não pudéssemos fazer obras
porque elas têm origem em emendas parlamentares teríamos
que suspender as obras do Calha Norte [projeto do Ministério da Defesa de infra-estrutura na região amazônica]”. O ministro falou durante audiência pública sobre a morte de moradores do Morro da Providência nas Comissões de
Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e de Relações
Exteriores e Defesa Nacional.
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