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5 de Julho de 2008 - 13h16 - Última modificação em 5 de Julho de 2008 - 13h16


Professores defendem mais carga horária para ensino de disciplinas extracurriculares

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ensino da música em todas as escolas públicas do ensino básico reacende o debate sobre a necessidade de ampliação da grade horária da rede pública de ensino.

A professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Stella Bortoni defende que a medida é positiva, mas precisa vir acompanhada de mudanças curriculares e estruturais.

“É muito bom que os currículos sejam enriquecidos com horários para que as crianças possam ir à biblioteca, ouvir histórias, trabalhar com teatro, fazer educação física, todas essas atividades extracurriculares são benéficas, mas é preciso que haja tempo suficiente e um bom planejamento para conduzir tudo isso e as aulas tradicionais”, avalia.

No Centro de Ensino Fundamental 03 do Guará, no Distrito Federal, os alunos já têm aula de canto e coral, teoria musical, percussão corporal e banda marcial, mas as atividades ainda são restritas aos alunos do turno vespertino, porque pela manhã não há professor de música disponível.

O diretor da escola, Jairo Peixoto, espera que a nova lei possa garantir a ampliação do atendimento.

Além da falta de docentes, a escola sofre com os problemas de infra-estrutura. As aulas de banda marcial acontecem em uma sala improvisada, sem isolamento acústico. Os ensaios atrapalham as outras aulas e já receberam reclamação da vizinhança.

“A escola de línguas aqui do lado já entrou até na Justiça para acabar com as aulas”, conta Peixoto.

Além de estruturas físicas adequadas para o desenvolvimento pleno das atividade, Stella Bortoni defende o segundo turno em todas as escolas como um ideal a ser perseguido.

“Essa é uma preocupação que não pode ser descuidada. O sistema a que pertence aquela escola precisa estar planejando para aumentar uma hora ou duas horas por dia”, recomenda.




 


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