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3 de Julho de 2008 - 13h57 - Última modificação em 3 de Julho de 2008 - 14h01


Ex-presidentes colombianos afirmam que única saída para as Farc é negociar

Da Agência Brasil


 
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Brasília - A única saída que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) têm é deixar a luta armada e negociar. A afirmação foi feita hoje (3) pelos ex-presidentes colombianos César Gaviria, Ernesto Samper e Andrés Pastrana, ao comentar a libertação de 15 reféns da guerrilha, ontem (2). Entre eles, estava a líder política Ingrid Betancourt, que ficou mais de seis anos em poder das Farc. As informações são da Telam, agência oficial de notícias da Argentina.

Gaviria, que foi presidente de 1990 a 1994 e secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) no período 1994-2004, destacou o êxito significativo do governo de Álvaro Uribe. “Já era hora de pôr fim a esse pesadelo e mostrar que o terrorismo não compensa e que nossas Forças Armadas podiam liberar os seqüestrados”, afirmou.

Pastrana, chefe de Estado entre 1998 e 2002, considerou que agora “começará um juízo político para o novo chefe das Farc [Alfonso Cano, que assumiu o comando da guerrilha depois da morte de Manuel Marulanda, o Tirofijo]”.

O ex-presidente, que tentou negociar com a guerrilha em plena selva colombiana, afirmou que “esse julgamento político sobre Cano também vão receber os outros membros, e isso vai resultar em uma crise nas Farc”. “Oxalá os chefes das Farc entendam que hoje têm que se sentar para negociar”, concluiu.

Por último, Samper, chefe de Estado entre 1994 e 1998, disse que é preciso “reconhecer que foi uma operação que obteve êxito”, mas lembrou que ainda há muitas pessoas seqüestradas pelas quais se deve trabalhar.

Os 15 reféns resgatados ontem fazem parte de um grupo de 39 pessoas consideradas “negociáveis” pelas Farc, em troca de guerrilheiros presos pelo governo.

 


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