A alta dos alimentos impulsionou o aumento no Índice de
Custo de Vida (ICV) da cidade de São Paulo, principalmente, para os mais
pobres.
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese), responsável pela elaboração do índice, em junho, o
ICV subiu, na média, 0,97% e para quem tem renda de até R$ 377,49 por mês o ICV aumentou 1,48%.
“Os mais pobres comprometem mais da sua renda para comprar
comida do que outros estratos da população. Por isso, a inflação dos alimentos
pesa mais para eles”, afirmou a coordenadora do ICV, Cornélia Nogueira Porto.
Ela ressaltou que a categoria
alimentos foi a que registrou maior alta no ICV, variou 2,88% em junho. O segundo item da lista, despesas pessoais, fechou o mês de junho com alta de 1,15%.
De acordo com o levantamento do Dieese, os alimentos
representam 34,27% da renda mensal da população incluída no estrato 1, que têm renda média mensal de R$ 377,49. Já para a
população do estrato 2, que tem renda média mensal de R$ 934,17, representa
29,98%. Para os que estão no estrato 3, renda de R$2.792,90, o impacto da alta dos alimentos foi de 21,75%.
Enquanto o ICV subiu 1,48% para os do estrato 1, para quem está incluído no estrato 2, o ICV ficou em 1,21% e para os do estrato 3 o índice ficou 0,72%.
Nos últimos 12 meses, o custo de vida acumula alta de 5,82%, na média.
Para os mais pobres, atinge 7,83% e para o mais ricos, 4,99%. Neste período, os
alimentos subiram 16,31%.
Ainda segundo o Dieese, no acumulado do ano, o aumento do ICV é
de 3,62%, chegando a 4,54% para a população mais pobre.