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Brasília - Os parlamentares da
Comissão de Infra-Estrutura do Senado ouvem os
esclarecimentos do advogado Marco Antônio Audi, um dos sócios
brasileiros da VoLo do Brasil, empresa que comprou a VarigLog. Ele
acusa o advogado Roberto Teixeira, amigo pessoal do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, de ter usado sua influência para
que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)
aprovasse a venda da Varig. Para isso, teria recebido R$ 5 milhões.
Audi e os outros dois
sócios da VoLo foram destituídos da sociedade da
empresa pela Justiça, que suspeita de que os três sejam
laranjas do empresário Lap Chan, representante do fundo
americano Matlin Patterson. A legislação brasileira
proíbe que haja mais de 20% de capital estrangeiro em empresas
brasileiras.
Os senadores vão
ouvir também o deputado estadual do Rio de Janeiro, Paulo
Ramos (PDT-RJ). Ele foi relator da Comissão Parlamentar de
Inquérito (CPI) da Varig na Assembléia Legislativa do
Estado.
Roberto Teixeira também
foi convocado para prestar depoimento e se defender das acusações
feitas por Audi. Em comunicado enviado à comissão,
informou que não compareceria ao depoimento e fez acusações
contra Marco Antônio Audi.
"Tratou-se de uma
alegação mentirosa. Pessoas moralmente desqualificadas
que ocupam o banco dos réus pela prática dos mais
diversos crimes foram erigidas a acusadores", diz o comunicado.
"Não será agora que irei sucumbir à ação
desses infratores que confundem o instituto da delação
premiada com a tentativa de assassinar a honra e a imagem alheia",
destacou.
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