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Brasília - O déficit em
conta corrente (saldo negativo nas operações do país
com o exterior) de US$ 14,7 bilhões até maio teve como
contrapartida o aumento da taxa de investimento.
“A taxa de
investimento está subindo. Isso é uma coisa saudável,
que garante a sustentabilidade do crescimento. O déficit em
conta corrente pode ser mais problemático quando está
financiando mais o consumo. No caso brasileiro, ele está
financiando mais a expansão do investimento nos últimos
meses”, explicou o secretário de Acompanhamento Econômico
do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.
Ele lembrou que a taxa
de investimento em relação ao Produto Interno Bruto
(PIB - soma de todos os bens e serviços produzido no país
- passou de 17,6% ao final de 2007 para 18% no primeiro trimestre
deste ano.
Segundo dados do Banco
Central, o déficit em conta corrente acumula até maio
US$ 14,717 bilhões, resultado impulsionado principalmente pelo
aumento das importações em detrimento das exportações,
o que reduz o superávit comercial, e pelas remessas de lucros
e dividendos de filiais de multinacionais para o exterior.
“O consumo também
gera importações. Mas hoje o que mais cresce no Brasil
são os investimentos. A gente não tem meta de saldo de
conta corrente, nós temos meta de aumento da taxa de
investimento. Isso vem ocorrendo. Se isso ocorrer [aumento da taxa
de investimento] com déficit em conta corrente, com
superávit em conta corrente, é uma coisa que o mercado,
a economia, vai responder. Isso depende da evolução da
taxa de câmbio, do crescimento”, explicou.
Ao lançar a
política industrial, o governo estabeleceu como meta uma taxa
de investimento de 21% do PIB em 2010.
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