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3 de Julho de 2008 - 15h48 - Última modificação em 3 de Julho de 2008 - 15h48


Aumento da taxa de investimento compensa o déficit em conta corrente, diz secretário

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O déficit em conta corrente (saldo negativo nas operações do país com o exterior) de US$ 14,7 bilhões até maio teve como contrapartida o aumento da taxa de investimento.

“A taxa de investimento está subindo. Isso é uma coisa saudável, que garante a sustentabilidade do crescimento. O déficit em conta corrente pode ser mais problemático quando está financiando mais o consumo. No caso brasileiro, ele está financiando mais a expansão do investimento nos últimos meses”, explicou o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.

Ele lembrou que a taxa de investimento em relação ao Produto Interno Bruto (PIB - soma de todos os bens e serviços produzido no país - passou de 17,6% ao final de 2007 para 18% no primeiro trimestre deste ano.

Segundo dados do Banco Central, o déficit em conta corrente acumula até maio US$ 14,717 bilhões, resultado impulsionado principalmente pelo aumento das importações em detrimento das exportações, o que reduz o superávit comercial, e pelas remessas de lucros e dividendos de filiais de multinacionais para o exterior.

“O consumo também gera importações. Mas hoje o que mais cresce no Brasil são os investimentos. A gente não tem meta de saldo de conta corrente, nós temos meta de aumento da taxa de investimento. Isso vem ocorrendo. Se isso ocorrer [aumento da taxa de investimento] com déficit em conta corrente, com superávit em conta corrente, é uma coisa que o mercado, a economia, vai responder. Isso depende da evolução da taxa de câmbio, do crescimento”, explicou.

Ao lançar a política industrial, o governo estabeleceu como meta uma taxa de investimento de 21% do PIB em 2010.




 


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