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3 de Julho de 2008 - 09h25 - Última modificação em 3 de Julho de 2008 - 09h35


Presidente da França pede às Farc fim de combate "absurdo" e "medieval"

Agência Brasil


 
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Brasília - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, cumprimentou, na noite de ontem (2), as autoridades colombianas pelo sucesso da operação que possibilitou o resgate da franco-colombiana Ingrid Betancourt. Ele fez um apelo para que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) acabem com um combate “absurdo” e “medieval”. As informações são da BBC Brasil.

“A França está pronta para acolher todos os membros das Farc que aceitarem renunciar a essa luta armada e a seqüestrar inocentes”, afirmou Sarkozy, em discurso transmitido por redes de TV, acompanhado de membros da família de Ingrid Betancourt.

O líder francês agradeceu ainda chefes de Estado da América do Sul que, segundo ele, “ajudaram a França e não desistiram”. Ele citou o presidente venezuelano, Hugo Chávez, do Equador, Rafael Correa, e da Argentina, Cristina Kirchner.

Emocionados, os filhos de Ingrid Betancourt, que estavam no Palácio do Eliseu, falaram logo após Sarkozy. “Finalmente chegou o momento tão esperado. Saímos de um pesadelo. Começo a viver o maior momento da minha vida”, disse Mélanie Delloye, filha da ex-refém.

Ela agradeceu a mobilização do líder francês. “Depois que o presidente Sarkozy começou a cuidar do caso, tudo foi se encadeando.”

“É uma imensa alegria. Uma felicidade indescritível. Não consigo acreditar. É a melhor notícia da minha vida”, disse Lorenzo Delloye, filho de Betancourt.

O governo francês teve um papel importante nos últimos meses para tentar obter a libertação de Betancourt. Sarkozy – que já durante a campanha presidencial fez referência ao caso da ex-refém das Farc inúmeras vezes – desempenhou um papel ativo depois que assumiu a Presidência, em maio do ano passado.

Ele fez contatos com as autoridades colombiana, apoiou a mediação do presidente venezuelano, Hugo Chavez, e chegou a declarar que estava “pronto para ir à fronteira da Colômbia buscar pessoalmente Ingrid Betancourt”.

Sarkozy também enviou duas vezes mensagens ao então líder das Farc, Manuel Marulanda, pedindo a libertação de Ingrid Betancourt. O primeiro apelo foi feito no final do ano passado, logo após a divulgação de imagens nas quais ela aparecia muito magra e debilitada.

Em abril passado, em um novo discurso transmitido pela TV, Sarkozy fez outro apelo, afirmando a Marulanda que “seria um crime não libertar Betancourt e que ele seria responsável pela sua morte”.

Também em abril passado, o governo francês enviou uma missão humanitária, realizada em conjunto com a Espanha e a Suíça, para dar assistência médica à Ingrid Betancourt e entrar em contato com as Farc a fim de negociar a libertação dela, mas a iniciativa fracassou. O avião francês ficou parado em Bogotá durante cerca de duas semanas e acabou retornando à França sem conseguir nenhum contato com membros das Farc.




 


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