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Brasília - O presidente francês,
Nicolas Sarkozy, cumprimentou, na noite de ontem (2), as autoridades
colombianas pelo sucesso da operação que possibilitou o
resgate da franco-colombiana Ingrid Betancourt. Ele fez um apelo para
que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia
(Farc) acabem com um combate “absurdo” e “medieval”. As
informações são da BBC Brasil.
“A França está
pronta para acolher todos os membros das Farc que aceitarem renunciar
a essa luta armada e a seqüestrar inocentes”, afirmou Sarkozy,
em discurso transmitido por redes de TV, acompanhado de membros da
família de Ingrid Betancourt.
O líder francês agradeceu ainda chefes de Estado da América do Sul que,
segundo ele, “ajudaram a França e não desistiram”.
Ele citou o presidente venezuelano, Hugo Chávez, do
Equador, Rafael Correa, e da Argentina, Cristina Kirchner.
Emocionados, os filhos de Ingrid Betancourt, que estavam
no Palácio do Eliseu, falaram logo após Sarkozy.
“Finalmente chegou o momento tão esperado. Saímos de
um pesadelo. Começo a viver o maior momento da minha vida”,
disse Mélanie Delloye, filha da ex-refém.
Ela agradeceu a mobilização do líder
francês. “Depois que o presidente Sarkozy começou a
cuidar do caso, tudo foi se encadeando.”
“É uma imensa alegria. Uma felicidade
indescritível. Não consigo acreditar. É a melhor
notícia da minha vida”, disse Lorenzo Delloye, filho de
Betancourt.
O governo francês teve um papel importante
nos últimos meses para tentar obter a libertação
de Betancourt. Sarkozy – que já durante a campanha
presidencial fez referência ao caso da ex-refém das Farc inúmeras
vezes – desempenhou um papel ativo depois que assumiu a Presidência, em maio do ano passado.
Ele fez contatos com as autoridades
colombiana, apoiou a mediação do
presidente venezuelano, Hugo Chavez, e chegou a declarar que estava
“pronto para ir à fronteira da Colômbia buscar
pessoalmente Ingrid Betancourt”.
Sarkozy também enviou duas vezes mensagens
ao então líder das Farc, Manuel Marulanda, pedindo a
libertação de Ingrid Betancourt. O primeiro apelo foi
feito no final do ano passado, logo após a divulgação
de imagens nas quais ela aparecia muito magra e
debilitada.
Em abril passado, em um novo discurso transmitido
pela TV, Sarkozy fez outro apelo, afirmando a Marulanda que
“seria um crime não libertar Betancourt e que ele seria
responsável pela sua morte”.
Também em abril passado, o governo francês
enviou uma missão humanitária, realizada em conjunto
com a Espanha e a Suíça, para dar assistência
médica à Ingrid Betancourt e entrar em contato com as
Farc a fim de negociar a libertação dela, mas a
iniciativa fracassou. O avião francês ficou parado em
Bogotá durante cerca de duas semanas e acabou retornando à
França sem conseguir nenhum contato com membros das
Farc.
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