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Brasília - Os deputados e
senadores membros da Comissão Mista de Orçamento (CMO) querem votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO) para 2009 na próxima semana, até quinta-feira (10) . A LDO contém as regras para a elaboração
do orçamento, que será executado pelo governo no próximo
ano. Sua aprovação pelo Congresso é pressuposto
para que os deputados e senadores possam entrar em recesso (que começa, constitucionalmente, no dia 17 de julho).
Hoje (3), pela manhã,
a CMO concluiu a votação
da proposta. Ontem, o relatório da senadora Serys Slhessarenko
(PT-MT) foi aprovado, mas ainda restaram 161 destaques para serem
apreciados. Hoje, 60 destaques foram retirados pelos próprios
autores e a CMO acabou analisando 101. Destes, a senadora acolheu 36
propostas e rejeitou o restante.
Dois dos destaques
rejeitados foram votados separadamente. De autoria do
deputado Mauro Nazif (PSB-RO), os dois destaques propunham a
vinculação de recursos orçamentários
(cerca de R$ 10 milhões) para o pagamento de 13º a 30 mil
soldados, que serviram na Amazônia há cerca de 40 anos, e
não recebem o benefício.
A relatora não
divergiu em relação ao mérito da proposta, porém
explicou que o parecer aprovado ontem já prevê uma
margem de recursos para pagar esse benefício. A vinculação,
na opinião da senadora, poderá ser feita no Orçamento
de 2009.
Para votar a LDO de
forma mais célere, as lideranças partidárias, os
coordenadores de bancada, além dos integrantes da CMO fecharam
um acordo para que os destaques fossem apresentados somente em
plenário. No entanto, parlamentares que tiveram emendas
rejeitadas acabaram apresentando os destaques ontem, na comissão.
O parecer da CMO
define, entre vários pontos, que os investimentos do
Orçamento Fiscal e da Seguridade não poderão ser
executados caso o Orçamento de 2009 não seja aprovado
no prazo, ou seja, até 2 de dezembro deste ano. Nesse caso, só
será permitida a execução de 1/12 por mês,
do total previsto para as áreas.
Essa regra valerá
para as empresas estatais. No entanto, não valerá, por
exemplo, para o Plano de Aceleração do Crescimento
(PAC). Se o Orçamento 2009 não for votado no prazo, o
PAC será prejudicado, pois só poderá executar
obras com restos a pagar no próximo ano.
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