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Brasília - O
percentual de mulheres que não se submetem a exames
pré-natal caiu na zona rural de 31,9% em 1996 para 3,6% em
2006 e, na zona urbana, de 8,6% para 0,8% no mesmo período.
Esse foi um dos avanços constatados pela Pesquisa Nacional de
Demografia e Saúde 2006 (PNDS-2006), financiada pelo Ministério da Saúde, divulgada hoje (3). O índice nacional
ficou em 1,3% de mulheres grávidas que não realizaram nenhuma consulta.
No
entanto, apenas 77% das gestantes realizaram pelo menos seis
consultas pré-natais, conforme estabelecido pelo Ministério da Saúde. A região
com resultado mais insatisfatório foi o Norte, com 61% dos
casos. A região também registrou o maior índice
de grávidas que não foi submetida a nenhuma consulta:
3,9%.
“Temos
que dar continuidade às estratégias [de estímulo
ao pré-natal] para que esse aumento se dê de forma
eqüitativa também nas regiões Norte e Nordeste. Essa é
inclusive, umas das metas do [programa] Mais Saúde”,
apontou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
Outros
fatores que diferenciaram o acesso ao pré-natal foram a
escolaridade e o fato de o acompanhamento ter sido feito pelo Sistema
Único de Saúde (SUS) ou por clínicas
particulares.
Em
relação ao primeiro fator, a pesquisa constatou que o
acesso aumenta junto com a quantidade de anos de estudo, passando de
uma assistência total para mulheres que estudaram por 12 anos
ou mais para um percentual de 6,9% de gestações sem
nenhuma consulta pré-natal entre mulheres sem instrução
formal alguma.
Outro
dado destacado na pesquisa em relação ao pré-natal
é o aumento no percentual de mulheres que realizaram a
primeira consulta antes de completar três meses de gestação.
Se em 1996 esse percentual era de 66%, em 2006 o número chegou
a 82,5%.
O tempo
médio de gestação na primeira consulta no Brasil
é de 2,3 meses. Nas regiões Sul, Sudeste e
Centro-Oeste, esse período é de dois meses. Já
no Nordeste e no Norte a primeira consulta é mais tardia: 2,6
e 2,7 meses respectivamente.
*Colaborou Luana Lourenço
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