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Brasília - O ministro da Justiça,
Tarso Genro, manifestou-se hoje (4) contrário a qualquer
flexibilização da recente legislação, que
estabeleceu punições mais duras aos motoristas que
dirigem alcoolizados. As críticas de motoristas e donos de
estabelecimentos comerciais, de que a proibição foi
muito radical. não sensibilizam o ministro.
“Não está
nos nossos planos fazer nenhuma mudança na lei . Os resultados
provavelmente serão muito positivos na redução
de acidentes. Existe o bem da vida e o legítimo bem mercantil,
de quem se interessa em comercializar. Mas temos que nos fixar no
valor maior, que é o bem da vida”, afirmou Tarso.
A legislação
estabeleceu o limite de tolerância de 2 decigramas por litro de
sangue do motorista - acima do qual ele pode ser preso, ter as
carteira suspensa por um ano e o veículo apreendido, além
de ser multado em R$ 955 . Acima de 6 decigramas por litro de sangue,
a punição inclui também a detenção
do motorista de seis meses a três anos.
O ministro informou o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) ainda vai definir
aspectos sobre a aplicabilidade da lei, “para evitar que ela seja
aplicada de forma injusta no caso concreto. Tarso citou situações
que podem ser toleradas pelos agentes de fiscalização,
como os casos de um padre que tenha tomado cálice de vinho em
uma celebração, uso recente de anticéptico
bucal pelo cidadão, consumo de bombons de licor ou sagu [doce
preparado com vinho]: “Trata-se apenas de uma sensatez, para que a
aplicação da lei não se transforme em máxima
injustiça”, disse o ministro da Justiça.
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