|
Rio de Janeiro - Já se encontra
no Instituto Médico Legal (IML) de Macaé, o corpo que
seria do padre Adelir Antônio de Carli, que desapareceu no
final de abril quando viajava preso a balões de gás
hélio, no litoral de Santa Catarina. O corpo foi encontrado a 100
quilômetros da costa do município no norte fluminense no
final da tarde de ontem (2) pelos tripulantes do rebocador Anna
Gabriela, que presta serviços à Petrobras.
Segundo informações
da assessoria de imprensa da Petrobras, o corpo estava vestido com as
mesmas roupas descritas como as que o padre usava ao desaparecer, e
trazia preso às costas uma mochila semelhante à
descrita como sendo do sacerdote.
O padre havia saído
da cidade de Paranaguá (PR) na manhã do dia 20 de
abril, um domingo, alçando vôo preso a balões de
gás hélio e deveria pousar em Dourados (MS). Os ventos
e o mau tempo teriam desviado o padre Carli de seu percurso,
levando-o à costa catarinense.
De acordo com informações
dadas à época do desaparecimento pelo Corpo de
Bombeiros da cidade, pelas coordenadas recebidas pela Capitania dos
Portos, o balão teria desaparecido em uma região
próxima ao balneário de Penha, que fica a cerca de 74
quilômetros de São Francisco do Sul.
Suspenso por cerca de
mil balões, Carli queria ficar 20 horas no ar e bater o
recorde neste tipo de vôo.
Segundo a equipe que
apoiava o padre, o recorde neste tipo de vôo pertence a dois
norte-americanos, que ficaram 19 horas no ar.
Além do recorde,
o padre dizia ainda que iria divulgar a Pastoral Rodoviária,
de apoio a caminhoneiros.
Mesmo com o céu
nublado e pancadas de chuva, o padre manteve o vôo. Segundo o
empresário José Agnaldo de Morais, da equipe de apoio,
Carli chegou a ser aconselhado a adiar a viagem, mas se recusou.
|