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4 de Julho de 2008 - 12h15 - Última modificação em 7 de Julho de 2008 - 08h15


Ministro considera normal reação do país à libertação de Ingrid e nega relações com Farc

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, rebateu as críticas de que o governo brasileiro teria se manifestado de forma tímida e demorada quanto à libertação da ex-senadora colombiana Ingrid Betancourt. Em entrevista na noite de ontem (3) ao programa Repórter Brasil, Garcia também negou que o PT tenha relações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Segundo ele, logo após as primeiras notícias sobre a libertação de Betancourt, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva interrompeu uma reunião com o ministro da Fazenda do Japão para que fosse feita, e em seguida divulgada, nota expressando o posicionamento do governo.

“Meia hora depois [da libertação] o ministro [das Relações Exteriores], Celso Amorim, concedeu entrevista coletiva e expressou o sentimento de júbilo do governo brasileiro pelo desfecho pacífico e a libertação dos reféns”, narrou Marco Aurélio ao Repórter Brasil.

O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência disse ainda que o Brasil sempre interveio nas negociações entre a Colômbia e as Farc “quando solicitado e respeitando a soberania colombiana”. “Há coisas que são mais eficazes se feitas de forma discreta e continuaremos tendo iniciativas discretas”, afirmou.

Ex-presidente do PT e coordenador da campanha eleitoral do presidente Lula à reeleição, Garcia afastou qualquer hipótese de o partido ter mantido relações com o grupo guerrilheiro colombiano. E atribuiu o distanciamento do governo brasileiro das negociações, diferentemente da Venezuela e França, à falta de contato com o grupo colombiano.

“Para deixar muito claro, o Partido dos Trabalhadores, em determinados fóruns multilaterais, há mais de 10, 15 anos, conviveu com 50, 60 organizações, entre elas, as Farc. No entanto, as Farc foram afastadas [das relações do PT]”, argumentou Garcia.

“Muitos em breve vão aparecer documentos que comprovarão isto. Temos documentos que não quisemos torná-los públicos, mas são absolutamente claros sobre o relacionamento do PT com as Farc”, afirmou. Segundo Marco Aurélio Garcia, o grupo guerrilheiro colombiano “via mal o PT”, isso porque, segundo ele, as Farc acreditavam que o partido tinha uma relação de hostilidade e exclusão com os guerrilheiros.

Ele acrescentou ainda que nos primeiros meses do governo Lula foi pessoalmente à Colômbia para deixar claro o posicionamento brasileiro de que só trataria de questões daquele país com o governo colombiano.



 


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