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4 de Julho de 2008 - 18h19 - Última modificação em 4 de Julho de 2008 - 18h19


Procuradora defende punições individualizadas, segundo a culpa de cada militar no caso Providência

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A procuradora da República Patrícia Nuñez, do Ministério Público Federal (MPF), autora da denúncia contra os militares envolvidos na morte de três jovens do Morro da Providência, afirmou hoje (4) que já é possível constatar que houve diferentes níveis de participação dos acusados nos crimes.

“Ocorreu um fato muito grave. A gente sabe que, em juízo, as pessoas podem mentir, podem fazer choro falso, se lastimar. Pena que não se lastimaram na hora em que as vítimas morreram. Mas o que nós queremos estabelecer é o seguinte: tem o ordenante, tem aquele que negociou com os traficantes, aqueles que serviram de escolta para os rapazes serem entregues aos traficantes e tem aqueles que ficaram na guarda. Então nós temos uma hierarquia diferenciada entre os denunciados. E é esse tipo de Justiça e esse tipo de punição, conforme os atos de cada um, que nós buscamos. Nós não queremos a impunidade, porque essas vítimas foram torturadas, foram espancadas e mortas, mas nós queremos buscar uma punição adequada ao que cada um fez”, disse a procuradora Patrícia Nuñez

Os militares continuam a ser ouvidos pelo juiz Marcelo Granado, da 7a Vara Federal Criminal, no centro do Rio. Os interrogatórios começaram ontem e prosseguem desde as 14h30 de hoje, até que todos os 11 militares sejam ouvidos.



 


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