O ex-banqueiro
Salvatore Cacciola, que teve a extradição autorizada
pelo Principado de Mônaco, deverá chegar ao Brasil nos
próximos 15 dias. A previsão foi feita hoje (4) pelo
secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior.
Ele informou que o
esquema para a transferência de Cacciola ainda será definido, mas
adiantou que “o objetivo é trazê-lo em vôo de
carreira normal”. O ex-banqueiro seria escoltado por agentes da
Interpol – a polícia internacional -, acompanhados de um
funcionário da Secretaria Nacional de Justiça.
“A
extradição mostra que o Brasil está na vanguarda
e que o mundo está preocupado em não deixar que
fronteiras físicas possam impedir a ação da
Justiça. A sociedade brasileira conseguiu uma grande vitória,
porque o príncipe Albert II destronou o rei da impunidade”,
afirmou.
Já o ministro
Tarso Genro ressaltou sua convicção de que a defesa de
Cacciola não terá mais possibilidade de recorrer da
decisão ao Judiciário do Principado de Mônaco ,
apesar dos advogados do ex-banqueiro dizerem o contrário.
Tarso disse ainda que
Cacciola será entregue às autoridades judiciários
do Rio de Janeiro para que decidam o local onde ele ficará
detido.
Cacciola
foi condenado no Brasil, em 2005, pelos crimes de peculato e gestão
fraudulenta do Banco Marka. A pena do ex-banqueiro é de 13
anos de prisão em regime fechado. Ele fugiu do país
para a Itália e, por ter cidadania italiana, não pôde
ser extraditado. Em 2007, foi preso pela Interpol em Mônaco, o
que possibilitou ao governo pedir a sua extradição.