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4 de Julho de 2008 - 16h32 - Última modificação em 4 de Julho de 2008 - 16h55


Cacciola deve ser extraditado para o Brasil nos próximos 15 dias, diz secretário

Marco Antônio Soarelheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ex-banqueiro Salvatore Cacciola, que teve a extradição autorizada pelo Principado de Mônaco, deverá chegar ao Brasil nos próximos 15 dias. A previsão foi feita hoje (4) pelo secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior.

Ele informou que o esquema para a transferência de Cacciola ainda será definido, mas adiantou que “o objetivo é trazê-lo em vôo de carreira normal”. O ex-banqueiro seria escoltado por agentes da Interpol – a polícia internacional -, acompanhados de um funcionário da Secretaria Nacional de Justiça.

“A extradição mostra que o Brasil está na vanguarda e que o mundo está preocupado em não deixar que fronteiras físicas possam impedir a ação da Justiça. A sociedade brasileira conseguiu uma grande vitória, porque o príncipe Albert II destronou o rei da impunidade”, afirmou.

Já o ministro Tarso Genro ressaltou sua convicção de que a defesa de Cacciola não terá mais possibilidade de recorrer da decisão ao Judiciário do Principado de Mônaco , apesar dos advogados do ex-banqueiro dizerem o contrário.

Tarso disse ainda que Cacciola será entregue às autoridades judiciários do Rio de Janeiro para que decidam o local onde ele ficará detido.

Cacciola foi condenado no Brasil, em 2005, pelos crimes de peculato e gestão fraudulenta do Banco Marka. A pena do ex-banqueiro é de 13 anos de prisão em regime fechado. Ele fugiu do país para a Itália e, por ter cidadania italiana, não pôde ser extraditado. Em 2007, foi preso pela Interpol em Mônaco, o que possibilitou ao governo pedir a sua extradição.

 


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