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4 de Julho de 2008 - 19h05 - Última modificação em 4 de Julho de 2008 - 19h05


Ministro da Defesa colombiano nega pagamento por resgate de reféns das Farc

Júlio Cruz
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Bogotá - O governo colombiano vai insistir no combate às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), aproveitando um momento de debilidade da guerrilha. A informação foi dada há pouco pelo ministro da Defesa, Juan Manuel Santos.

"As Farc estão debilitadas, com sérios problemas de comando, de comunicação", afirmou o ministro. "O governo seguirá com maior ou igual insistência, seja através de resgates ou de intercâmbio humanitário."

Santos informou que, só neste ano, as Farc sofreram 1,6 mil deserções de guerrilheiros que, segundo ele, eram experientes e atuavam em funções de responsabilidade, o que permitiu ao governo colher importantes informações.

O ministro negou a participação direta de outros países na operação de resgate da ex-senadora Ingrid Betancourt e de outros 14 reféns, que estavam em poder das Farc. Eles foram libertados há dois dias, numa operação do Exército da Colômbia.

Ele reconheceu apenas que foram usados dois aparelhos norte-americanos que dariam sinal de alerta caso houvesse problemas. "A operação foi 100% colombiana", reiterou.

Santos negou também que o governo tenha pago pelo resgate dos reféns conforme divulgado pela imprensa. "Nós pagaríamos até US$ 100 milhões se fosse necessário, mas não pagamos nada", disse.

O ministro mencionou a boa cooperação do Peru nas negociações junto às Farc e disse que "oxalá haverá colaboração também de outros vizinhos".



 


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