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Brasília - A
exigência de recadastramento, em 120 dias, de organizações
estrangeiras sem fins lucrativos com interesses no Brasil –
determinada em portaria publicada hoje (4) no Diário
Oficial da União - e a futura edição de um
decreto presidencial com normas mais rígidas para que essas
instituições se mantenham no país têm como
objetivo um monitoramento mais eficaz das áreas ambientais e
terras indígenas. A afirmação foi feita pelo
ministro da Justiça ,Tarso Genro, ao defender as novas
medidas.
“A finalidade é pôr uma ordem
jurídica nessas regiões em que percebemos uma certa
ausência de controle do Estado e de normas, o que faz com que
algumas instituições se desviem das suas finalidades”,
afirmou Tarso.
O secretário nacional de Justiça,
Romeu Tuma Júnior, disse que, de acordo com investigações
em curso pela Polícia Federal, existem no Brasil organizações
de fachada, sendo que “algumas se dedicam a praticar biopirataria e
a tomar posse de terras em áreas de fronteira”.
Segundo Tuma Júnior, a secretaria
contabiliza a existência 167 organizações
não-governamentais (ONGs) estrangeiras no Brasil, 27 com
atuação na Amazônia Legal . A partir do
recadastramento, a idéia é que o governo “separe o
joio do trigo” e permita a permanência no país apenas
das instituições que trabalham com seriedade.
“Precisamos ter um quadro real com controle
efetivo, que nos possibilite saber quem atua onde, faz o quê e
através de quem”, ressaltou.
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