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5 de Julho de 2008 - 16h14 - Última modificação em 5 de Julho de 2008 - 21h44


Igreja colombiana entra na campanha pela libertação de reféns das Farc

Julio Cruz Neto
Enviado Especial

 
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Bogotá (Colômbia) - A Igreja Católica colombiana entrou na campanha pela libertação dos reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Em missa celebrada hoje (5) em ação de graças pela libertação de reféns na última quarta-feira, o arcebispo de Bogotá, cardeal Pero Rubiano, pediu diálogo humanitário.

Jornalistas colombianos presentes à Catedral de Bogotá informaram que há muitos meses a Igreja não se manifestava a favor da comunicação com as Farc.

Rubiano também exigiu que os seqüestrados sejam libertados com vida. “Vivos os levaram, vivos têm que devolvê-los”, afirmou o cardeal. A missa também foi em intenção dos que permanecem presos - estimativa de 700 pessoas.

O comandante do Exército, general Mario Montoya, subiu ao altar e agradeceu as orações e “tudo o que a Igreja faz pelas Forças Armadas e pelo povo”. Segundo ele, o resgate só foi possível “graças ao Senhor”. “Sem proteção divina, a operação não teria esse resultado”.

Ao final da missa, o general negou que o emblema que aparece no vídeo do resgate, divulgado ontem pelo governo colombiano, seja da Cruz Vermelha. “É parecido”, disse ele, esquivando-se da imprensa ao sair da igreja.

Nos últimos dias, o governo tem negado a participação de outros países, como Estados Unidos e Israel, ou de organismos internacionais na operação que libertou Ingrid Betancourt e outras 14 pessoas, reiterando que a iniciativa foi totalmente colombiana.

Pesquisa do Instituto Yanhaas divulgada ontem aponta que 91,72% dos colombianos aprovam a gestão do presidente Alvaro Uribe, que exerce o segundo mandato. Por aqui, discute-se a possibilidade de alterar a Constituição para que ele dispute o terceiro mandato, mas atualmente a Suprema Corte questiona a emenda que permitiu a primeira reeleiçao, em 2006.


Matéria alterada para acrescentar informação.

 


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