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Brasília - Depois de sete anos, a biofarmacêutica Maria da
Penha, que dá nome à lei que endureceu as penas para
quem pratica violência doméstica, receberá hoje (7) indenização
de R$ 60 mil do governo do Ceará.
Em 2001, a Comissão
Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos
Estados Americanos (OEA) condenou o Brasil por negligência
e omissão pela demora de 19 anos para punir o ex-marido de
Penha, Marco Antonio Herredia Viveiros, e recomendou o pagamento de indenização à biofarmacêutica.
Economista, Herredia
foi condenado a pouco mais de seis anos de prisão por atirar nas costas de
Penha, deixando-a paraplégica em 1983 e, depois, por tentar
matá-la eletrocutada. Ele foi preso somente em 2003 e já
está em liberdade.
Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, a Lei Maria da Penha prevê
que os agressores sejam presos em flagrante ou tenham decretada prisão
preventiva. Além disso, aumenta a pena máxima de
um para três anos de detenção. A lei acabou com o pagamento de cestas básicas ou multas, penas a que estavam sujeitos anteriormente os agressores.
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