Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
6 de Julho de 2008 - 17h42 - Última modificação em 6 de Julho de 2008 - 17h42


Representantes de grupo gay protestam contra ação homofóbica em Pernambuco

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

Brasília - Cartazes com mensagens homofóbicas espalhados pelas ruas de Cabo de Santo Agostinho,  Pernambuco, levaram militantes de defesa dos direitos dos gays a pedirem providências do Poder Público.

Os cartazes foram afixados pela cidade no dia seguinte ao da comemoração do Dia Internacional do Orgulho Gay, 28 de junho, e simulam equações matemáticas em que a soma de um homem e uma mulher é igual a uma família e a soma de dois homens ou de duas mulheres - formando, portanto, casais homossexuais - resulta em interrogação. Em seguida se lê “Orgulho gay? Não, obrigado”.

Assinam o cartaz a Frente Nacionalista de Pernambuco e os Carecas do Brasil. Esse último é formado por skinheads e, de acordo com site do grupo, representa cerca de 65% dos integrantes desse movimento no Brasil.

“Foi muito ousado porque eles assinaram, não colocaram anonimato na autoria do material”, afirma o presidente do  Movimento Gay Leão do Norte, Welington Medeiros.

Foi o movimento que pediu à polícia e à Secretaria de Defesa Social de Pernambuco que investiguem o caso e a possível relação entre os grupos responsáveis pelos cartazes e os 12 assassinatos de homossexuais contabilizados no estado neste ano.  “Queremos que o estado dê mais agilidade nessas investigações”, disse o presidente do Leão do Norte.

Segundo, Medeiros, integrantes do movimento gay se reúnem na próxima sexta-feira (11) com o Ministério Público de Pernambuco para tratar do assunto. Ele cobra do governo do estado uma ação mais enérgica para reduzir a discriminação contras os homossexuais.

“Saber quantos [homossexuais] foram assassinados e como está a investigação não resolve. O que resolve são políticas públicas, ações afirmativas que comecem a combater o preconceito dentro da sala de aula; de saúde pública, fazendo multiplicadores no combate ao preconceito, para que se evite esse tipo de ação”.



 


  ASSUNTOS DESTA NOTÍCIA

  LEIA MAIS SOBRE OS ASSUNTOS
 

O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina