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Brasília - Começa nesta semana e vai até o dia 20 de julho a campanha de combate à hanseníase
nas televisões, rádios e jornais. O objetivo do Ministério da Saúde é
orientar a população a procurar os serviços de
saúde assim que surjam os primeiros sintomas da doença,
principalmente entre os adolescentes com menos de 15 anos de idade. A
informação é da coordenadora do Programa
Nacional de Controle da Hanseníase, Maria Leide de Oliveira.
O foco nos jovens
mostra que adultos sem diagnóstico estão transmitindo a
doença para as crianças e adolescentes. O
contágio se dá por via respiratória,
ou seja, a pessoa infectada libera o micróbio no ar ao tossir ou espirrar.
Maria Leide explicou
que a hanseníase é uma doença silenciosa, que
fica incubada por anos, e, por isso, a população inicia
o tratamento de forma tardia. “A pessoa pode ficar com uma área do
corpo adormecida por anos e só procurar um hospital quando a
doença já está na forma mais grave”, disse.
Até 2011, a meta do governo é reduzir em 10% os
registros entre os menores de 15 anos.
Os principais sintomas
da hanseníase são manchas brancas ou avermelhadas em
qualquer parte do corpo, lisas ou ásperas, caroços
avermelhados ou castanhos, cãimbra ou dormência em áreas
da pele, redução da sensibilidade à dor, calor
ou frio, além do engrossamentos de nervos dos braços e
perda de pelos nos locais das manchas.
Maria Leide destaca que a hanseníase tem cura, mesmo nos estágios mais
avançados da doença. Ele esclareceu que, assim que o paciente começa a ser
tratado, a transmissão é interrompida e desaparece a possibilidade de seqüelaas. O tratamento é feito por via oral, com remédios disponíveis no Sistema Único de Saúdes
(SUS), sem necessidade de internação. O tratamento, no entanto, não pode ser interrompido. Segundo Maria Leide, o
dever do paciente é tomar a medicação
regularmente para impedir o fortalecimento do Bacilo de Hansen,
causador da doença.
De acordo com Maria
Leide, a incidência da doença é preocupante em 14
estados, que concentram mais de 60% dos casos no país. Entre
eles estão: Pará, Maranhão e Mato Grosso..
Enquanto a média nacional é de dois novos casos de
hanseníase a cada 10 mil habitantes, nesses estados o registro
chega a dez casos, segundo a coordenadora. Levantamento do ministério
mostra que 47 mil casos são notificados por ano no país.
Maria Leide explica que
a ocupação dessas regiões com assentamentos e comunidades sem infra-estrutura básica,
agravou a situação. Segundo ela, o Ministério da Saúde
já capacitou 370 técnicos para atuar nos locais e
repassa mais recursos às prefeituras que instalarem unidades
de saúde próximas às comunidades pobres.
Dados do ministério
mostram que 15 mil postos de saúde do país estão
preparados para diagnosticar e tratar a hanseníase.
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