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6 de Julho de 2008 - 12h43 - Última modificação em 6 de Julho de 2008 - 12h43


Lula deve cobrar de nações ricas que diminuam especulação com alimentos

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja no final da tarde de hoje (6) para o Japão, onde irá participar, como convidado, da reunião do G8 - grupo dos sete países mais industrializados do mundo e a Rússia -, que começa amanhã (7), em Sapporo, norte do país.

O presidente, além de defender o etanol e o biodiesel brasileiros, com o argumento de que os biocombustíveis não são responsáveis pelo alta mundial no preço dos alimentos, deve ainda cobrar das nações ricas que diminuam as especulações em relação aos mercados que negociam safras futuras agrícolas e o petróleo, que, segundo Lula, é um dos fatores responsável pela alta da inflação dos alimentos.

No lançamento do Plano Safra para o agronegócio, no dia 2 de julho, em Curitiba, o presidente avisou que iria colocar os temas na mesa de discussão do G8.

“Os bancos que perderam dinheiro na especulação imobiliária estão agora tentando ganhar dinheiro especulando com o alimento e com o petróleo. É esse discurso que eu pretendo preparar para levar na semana que vem no G8”, disse Lula, que junto com seus colegas do Brics (grupo formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e do G5 (Brasil, Índia, China, África do Sul e México) debaterão com as potências econômicas.

O presidente Lula determinou ao Ministério da Fazenda a elaboração de um estudo sobre os efeitos dessa especulação.

“Saímos de US$ 13 bilhões para US$ 260 bilhões de compras no mercado futuro de alimentos, e até pedi para que o Ministro da Fazenda [Guido Mantega] juntasse uma equipe de pessoas, chamasse o Reinhold [Stephannes, ministro da Agricultura], para a gente ver quais os efeitos disso no preço dos produtos hoje”, disse o presidente.

Depois do G8, Lula visitará o Vietnã, o Timor Leste e a Indonésia.



 


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