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Brasília - A Agência Nacional de Energia Elétrica
(Aneel) realizou audiência pública hoje (7) com especialistas em
geração de energia e representantes de empresas interessadas em
construir pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Durante toda a tarde,
os convidados apresentaram possíveis normas e procedimentos que possam
aperfeiçoar a Resolução 395/1998, que trata do uso das águas para
geração de energia elétrica.
Terminada a audiência, o diretor-geral da Aneel,
Jerson Kelman, fez questão de ressaltar que a legislação vigente
está certa, mas as condições de uso da água modificaram depois que ela
passou a ser considerada bem público. “Não é que se fizesse errado no
passado”, disse ele, “mas as condições mudaram, e temos que adaptar o
procedimento da Aneel à realidade do mercado”.
Segundo Kelman, a Anell recebe, atualmente, mais
pedidos de autorização para construção de PCHs que no passado e as
solicitações serão disponibilizadas na internet na próxima
segunda-feira (14). O potencial é grande para a construção de PCHs,
assim consideradas as gerações de até 30 megawatts e há estimativas de
investimentos de R$ 140 bilhões nos próximos cinco anos. O dirigente da
Aneel não se arrisca a chancelar o valor e afirmou apenas: “Oxalá, que
assim seja”.
A audiência pública foi só hoje, mas as
sugestões serão recebidas até o dia 18, sexta-feira da semana que vem,
e podem ser encaminhadas tanto pelo e-mail ap038 2008@aneel.gov.br
quanto pelo fax (61) 2192-8839, ou ainda pelo correio para o endereço
SGAN, Quadra 603, Módulo I, Térreo, Protocolo Geral da Aneel, CEP
70830-030, Brasília-DF. O texto da resolução pode ser consultado no
endereço eletrônico www.aneel.gov.br, no link
Audiências/Consultas/Fórum.
Segundo Kelman, a audiência pública tem duas
motivações básicas: primeiro, fazer com que os pedidos de aprovação dos
projetos de PCHs na Aneel se dê de forma célere e eficaz, evitando
represamento de projetos, o que “lamentavelmente existe hoje”; depois,
fazer com que aqueles que têm autorização para construir PCHs, de fato
executem os projetos e coloquem a energia à disposição do país.
As principais alterações ora em discussão partem de
quatro premissas: foco das avaliações na caracterização do potencial
hidráulico; redução no tempo de tramitação do processo na Aneel; novos
critérios para desempate, no caso de dois ou mais empreendedores
interessados no mesmo aproveitamento natural; e aplicação de
penalidades que evitem o não-cumprimento dos requisitos dispostos na
proposta.
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