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7 de Julho de 2008 - 08h36 - Última modificação em 7 de Julho de 2008 - 08h36


União Européia pode liberar 1 bilhão de euros para a agricultura em países em desenvolvimento

Mylena Fiori
Enviada especial

 
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Hokkaido (Japão) - A União Européia (UE) anunciou hoje (7) a disposição de liberar 1 bilhão de euros para apoio à agricultura nos países em desenvolvimento. A iniciativa tem por objetivo aumentar rapidamente a produção mundial de alimentos, informou o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, neste primeiro dia da reunião do G8, em Hokkaido, no Japão. A UE não integra o grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia, mas participa das cúpulas como convidada.

“A União Européia está pronta a dar um novo estímulo à agricultura nos países em desenvolvimento”, disse Barroso, lembrando que ao bloco já havia destinado 550 milhões de euros para investimentos em 2008 no setor. “Medidas adicionais são necessárias”, frisou.

Os europeus temem que a crise de alimentos ponha em risco as metas de desenvolvimento do milênio. Também estão preocupados com a disparada no preço do petróleo, que bateu os US$ 140 o barril. Segundo Durão Barroso, a UE pretende debater, com os líderes do G8, medidas de curto, médio e longo prazo para a alta dos combustíveis. “Temos que encontrar soluções estruturais para problemas estruturais como a alta dependência dos combustíveis fósseis”, ponderou Barroso.

A União Européia também tentará persuadir Estados Unidos, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Japão, e Rússia a assumirem o compromisso de redução de 50% das emissões de gases de efeito estufa de 1990 até 2050. A meta já havia sido defendida pelo bloco na cúpula de 2007, em Heilligendamm, na Alemanha, com apoio do Japão e do Canadá.

“Os países desenvolvidos podem fazer mais e se comprometer com reduções entre 60% e 80% até 2050”, ressaltou Barroso. Mas ele frisou que não basta pensar no futuro. “É bom fixarmos objetivos de longo prazo para nossos filhos, mas precisamos de metas de médio prazo para nós mesmos”.

A busca de um consenso sobre um regime de emissões pós 2012 – ano em que vencem as metas do Protocolo de Quioto – será o tema central da Reunião das Grandes Economias sobre Mudança do Clima, amanhã (8).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva particpará do encontro com os líderes dos demais países do G5 – China, Índia, México e Africa do Sul - mais Austrália, Indonésia e República da Coréia.



 


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