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7 de Julho de 2008 - 20h43 - Última modificação em 7 de Julho de 2008 - 20h43


Dívida pública total do país cresce 1,43% em maio

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A Dívida Pública Federal do País (DPF), convertida em títulos e composta pelas dívidas interna e externa, somou em maio R$ 1,337 trilhão, contra R$ 1,318 trilhão em abril. O aumento foi de 1,43%.

Houve acréscimo na soma do estoque das duas dívidas de R$ 18,9 bilhões, motivado pelo pagamento de juros e pela emissão de títulos, embora isoladamente a dívida externa tenha caído em 2,04%. A dívida interna somou em maio R$ 1,239 trilhão e a dívida externa R$ 97,6 bilhões.

Ao divulgar os números relativos à dívida pública, a Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda, informou, por meio de relatório, que os vencimentos dos próximos 12 meses aumentaram para 26,62% do montante total, pelos cálculos de maio. Em abril, os vencimentos em 12 meses se situavam em 25,37% do montante total da DPF.

De forma isolada, a dívida pública interna assume, em maio, o compromisso de resgate, nos próximos 12 meses, de 28,3% do seu estoque total, enquanto em abril venceriam, em 12 meses, 27,01% do total. 

A dívida externa do país, por sua vez, terá 5,35% do total a vencer em doze meses. Os títulos subscritos em dólar são responsáveis por 69,52% desse montante. Os vencimentos acima de cinco anos respondem por 67,05% do estoque da dívida externa.

De acordo com o Tesouro Nacional, o prazo médio das dívidas interna e externa reduziu-se para 41,17 meses em maio, quando em abril a amortização estava prevista para 41,65 meses. O prazo médio da dívida interna teve redução de 0,42 mês, passando de 39,26 meses em abril para 38,84 meses em maio.

Já o prazo médio da dívida externa passou de 70,99 meses em abril para 70,72 meses em maio, tendo em vista “a aproximação natural dos vencimentos, compensada em parte pela reabertura do Global 2017". A explicação refere-se à  última emissão de títulos da dívida externa feita pelo Brasil, logo após a agência Standard & Poors ter concedido a classificação de país propício para investimentos. 

O custo médio mensal dos títulos das duas dívidas teve aumento de 12,03% em maio, contra 11,71% em abril, o que é explicado pelo Tesouro Nacional com o aumento no custo dos títulos indexados aos índices de preços. 

Assim, de forma isolada, a dívida interna aumentou a expectativa de custo médio anual, em maio, de 14,2%, contra 12,3% estimados em abril. A razão disso foi a elevação de 0,79% registrada no IPCA (que em abril era de 0,55%), e de 1,61% no IGP-M (que em abril foi de 0,69%).

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o medidor oficial da inflação no país e o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) é uma das versões do Índice Geral de Preços e registra a variação de preços de matérias-primas agrícolas, industriais, além de bens e serviços finais.





 


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