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Rio de Janeiro - Sem sequer ter
comprado 10% do total do aço necessário à construção dos 26 navios
envolvidos na primeira fase do Programa Nacional de Modernização e Expansão da Frota de Petroleiros (Promef), a Transpetro, subsidiária da Petrobras para o setor de
transportes, lançou hoje (7), nesta capital, a segunda fase do programa.
O Promef II prevê a construção de mais 22 embarcações de grande porte e a
compra direta de uma embarcação. O processo de licitação da primeira fase foi finalizado há dois anos.
Há diversos
problemas envolvendo o início da construção das primeiras 26
embarcações licitadas e que vêm dificultando a obtenção dos recursos do Fundo
de Marinha Mercante – que financiará a construção das embarcações.
O consórcio Rio
Naval, detentor da maior fatia licitada, sequer tem um local para a
construir as embarcações, pois há impasse entre o consórcio e os proprietários
do antigo estaleiro Ishibrás com relação ao aluguel da área, o que vem
dificultando a obtenção do financiamento necessário.
O Rio Naval venceu
a licitação para a construção de nove embarcações, cinco navios do tipo Aframax e
quatro Panamax. A encomenda totaliza US$ 1,1 bilhão, quase a metade dos US$
2,4 bilhões relativos aos 26 navios.
Há impasse, ainda,
em relação ao preço a ser pago pelas mais de 400 toneladas de aço a serem
utilizadas na construção das embarcações e que representam entre 20% a 30% do
preço final das encomendas.
O presidente da
Transpetro, Sérgio Machado, no entanto, adiantou que 18 mil toneladas do
produto estarão chegando a Recife nos próximos dias.
“O aço representa entre 20% a 30% do custo final
das embarcações e nós estamos ainda negociando melhores preços. O que nós queremos é comprar
o produto ao preço asiático e esperamos que as siderúrgicas nacionais nos
possam fornecer a este preço. Nós estivemos na China, em visita a seis
siderúrgicas, e fechamos a compra, junto à Usiminas, de outras 12 mil toneladas
tendo como referência este preço [o asiático]”, disse.Entre os muitos
problemas que a Transpetro e os estaleiros vêm enfrentando para executar a
primeira fase do Promef, há ainda impasses a serem resolvidos em relação aos financiamentos
pretendidos pelos estaleiros Mauá e Itajaí.
O primeiro,
localizado em Santa Catarina, ganhou a licitação para a construção de três navios
de transporte de GLP (gás liquefeito do petróleo), mas enfrenta dificuldades
com relação a questões de financiamento.
O mesmo problema atinge
o estaleiro Mauá. Localizado em Niterói, no Grande Rio, o estaleiro venceu
licitação para a construção de quatro navios de produtos.
Sérgio Machado
garantiu, no entanto, que os problemas que envolviam o estaleiro já foram
solucionados e que os relativos ao Itajaí estão bem equacionados e próximos de
uma solução “satisfatória”.
Para a segunda fase do Promef, a Transpetro
convidou 13 estaleiros brasileiros e 14 estrangeiros “mas com a condição de que
os navios sejam construídos
no país e que tenham índice de nacionalização de 70%”, disse.
Na Promef I, o índice de nacionalização era de 65%. “Com a contratação desses 22
navios da segunda fase, nossa carteira, que hoje é a 10a do mundo,
passará a ser a sexta”, comemorou Machado, apesar dos atrasos.
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