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Rio de Janeiro - O relator da reforma
tributária na Comissão Especial da Câmara,
deputado Sandro Mabel (PR/GO), manifestou hoje (7) a expectativa de
que a proposta será aprovada ainda este ano. O relatório
final foi concluído no último dia 2, mas ainda não
foi apresentado para ser votado na comissão, o que deve
ocorrer, segundo Mabel, em agosto, depois do recesso parlamentar.
A intenção do
deputado é que assim que o parecer final for votado na
comissão especial, seja encaminhado em seguida para votação
em plenário.
“Reforma tributária
é um assunto complexo. Você não pode votar na
comissão e deixar dois, três meses o relatório
solto. Você tem que ter a certeza de que vai votar no
plenário”, explicou.
Segundo Mabel, em um
acordo fechado com o presidente da comissão, deputado Antonio
Palocci (PT/SP), e os líderes partidários, ficou
decidido que a matéria será votada na comissão
uma semana antes de entrar na pauta do plenário.
O deputado reconheceu
que o empresariado brasileiro, de forma geral, é cético
em relação à reforma. Ele garantiu, porém,
que está sendo feito um esforço para que se “tenha
condição realmente de descer a carga tributária
pelos efeitos das medidas que serão tomadas”.
Mabel acredita que a
reforma vai ser aprovada. “O país precisa de uma reforma. Os
estados entendem isso, a população entende isso, e os
empresários também estão entendendo isso”,
disse.
“Nós estamos
firmes na proposta que o governo fez, melhorando ela em muitos
aspectos, que inclusive atendem à classe empresarial, dão
segurança aos estados e olham pelo consumidor. E dentro disso
daí, eu tenho certeza nós faremos uma reforma
tributária boa para o Brasil, e possível”,
acrescentou.
Um estudo da Federação
das Indústrias do Estado Rio de Janeiro (Firjan) projeta que a
carga tributária representará este ano uma fatia de
35,4% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das
riquezas produzidas no país. Mabel não soube
quantificar para quanto a reforma poderá reduzir esse
percentual. Assegurou, no entanto, que medidas como a implantação
da nota fiscal eletrônica e a ampliação da base
de contribuintes contribuirão para aumentar a arrecadação
e reduzir as alíquotas.
Atualmente, de acordo
com o deputado, o imposto só sobe para aqueles que pagam. “E os que pagam são
sempre os mesmos. O governo vai precisando de mais dinheiro e vai
tributando cada vez mais aqueles que pagam. Essa reforma tem outro
viés. Ela busca os que não pagam, os sonegadores. Essas
pessoas que hoje não contribuem passarão a ter que
contribuir. Isso vai facilitar e baixar a carga para todos”,
afirmou.
O relator da reforma
tributária disse que é contra a inclusão da
Contribuição Social para a Saúde (CSS) na
proposta da reforma tributária, que, segundo ele, seria uma
reedição da Contribuição Provisória
sobre Movimentação Financeira (CPMF), extinta no ano
passado.
“Eu não
aceitei [a CSS]. Falei que no meu relatório não
entrava a CSS. Então, eles [parlamentares] tomaram
outro rumo com ela. Realmente não podemos discutir reforma
tributária misturada com CSS, senão acaba saindo a CSS
e não sai a reforma. Nós queremos uma reforma que possa
sair como um todo, um conjunto de medidas, sem nem um imposto
embutido nela. E esse conjunto de medidas vai melhorar a vida de
todos os brasileiros, principalmente a maioria da população,
aqueles que ganham menos, esses vão ser os grandes
beneficiados”, afirmou.
O deputado Sandro Mabel
participou de reunião com empresários, parlamentares e
representantes do governo fluminense na Federação das
Indústrias do Estado Rio de Janeiro (Firjan).
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