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Brasília - A
Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou para o próximo
dia 14 o leilão das 3,5 mil cabeças de gado apreendidos
na Operação Boi Pirata, do Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O rebanho
era criado em uma fazenda instalada dentro de uma estação
ecológica na Terra do Meio, no estado do Pará.
Ao anunciar a operação, há duas semanas, o
ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que o leilão
dos chamados “bois piratas” deverá sinalizar “que acabou a
moleza” para os produtores irregulares. “Quem não
respeitar [as leis ambientais], o boi vai virar churrasquinho
ecológico do Fome Zero.”
O leilão
vai ser realizado por meio do Sistema Eletrônico de
Comercialização (SEC) da Conab, via internet.
Segundo a assessoria da estatal, os lances deverão ser
intermediados por bolsas de mercadorias. O preço mínimo
será divulgado na próxima quinta-feira (10).
Os lotes
incluem 3.500 bovinos da raça nelore: 45 touros, 2,1 mil
vacas, 800 novilhos e 555 bezerros. Após o leilão e
confirmação de pagamento, os compradores terão
até 30 dias para retirada dos bovinos arrematados e deverão
arcar com as despesas de transporte e manutenção do
rebanho.
Na
ocasião do anúncio da apreensão, fiscais do
Ibama afirmaram que o gado encontra-se em boas condições
sanitárias, com vacinação recente, inclusive.
A Conab
ainda não tem previsão do valor a ser arrecadado com o
leilão. O dinheiro, segundo o edital, será transferido
para o Ministério do Desenvolvimento Social, e revertido para
a estratégia Fome Zero. O ministro Minc afirmou que, além
do Fome Zero, parte do dinheiro será empregada no custeio das
operações de fiscalização e financiamento de
ações de saúde indígena
Clique
aqui para ter acesso ao edital do leilão.
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