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Brasília - A Lei de Inelegibilidade – que proíbe a candidatura de pessoas com
condenações judiciais em primeira instância –
poderá ser votada no Plenário do Senado nesta
quarta-feira (9). A previsão é do presidente da Casa,
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). Amanhã, a Comissão de
Constituição e Justiça aprecia a matéria.
"Votando amanhã
na Comissão de Justiça, temos todas as condições
de votar em Plenário na quarta-feira. Acho que é
possível, mas isso depende dos líderes", disse.
A matéria é
considerada polêmica e não há consenso entre os
parlamentares. Pelo texto do senador Demóstenes Torres
(DEM-GO) – que consolidou na matéria mais de 20 outros
projetos sobre o assunto –, se tornarão inelegíveis
políticos condenados em primeira instância por crimes
eleitorais, corrupção, improbidade administrativa ou
que prevêem condenação acima de 10 anos.
O projeto de lei também
prevê a inelegibilidade para políticos que tenham as
contas rejeitadas em qualquer tribunal – da União, dos
estados ou dos municípios. Hoje, basta o candidato protocolar
um recurso na Justiça para que o impedimento seja suspenso.
Pela nova proposta, o candidato terá que obter do juiz pelo
menos uma liminar para que tenha direito de concorrer ao pleito
eleitoral.
"Não dá
para vigorar [nestas eleições]", lamentou
Garibaldi. "Não é tão tranqüilo assim.
Mas o parlamento nasceu para isso, para abrigar a polêmica",
completou.
Amanhã, os
líderes partidários se reúnem para definir a
prioridade nas votações desta semana. É preciso,
também, decidir como serão as atividades em agosto e
setembro – período que antecede as eleições
municipais, quando, normalmente, o Congresso fica esvaziado.
O presidente do Senado
ainda confirmou para quinta-feira (10) a votação da Lei
de Diretrizes Orçamentárias (LDO). É preciso
apreciar essa matéria para que o Congresso entre em recesso no
dia 18 de julho. "A LDO já foi aprovada na Comissão
de Orçamento, já deu um passo enorme para chegar ao final",
disse.
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